11 de março, 2006 - 00h27 GMT (21h27 Brasília)
Big Love, seriado de TV sobre um homem e suas três mulheres, ganhou as manchetes nos Estados Unidos.
O seriado sobre a poligamia, feito pelos autores de Sex and the City e Os Sopranos, tem Bill Paxton no papel do dono de uma loja, e Chloe Sevigny, Jeanne Tripplehorn e Ginnifer Goodwin, como suas três mulheres.
Antes mesmo de ir ao ar, o programa – que se passa em Utah, nos Estados Unidos, onde surgiu a Igreja Mórmon – conseguiu provocar um debate animado sobre a poligamia, a prática de ter mais de uma esposa ao mesmo tempo.
A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, nome oficial da Igreja Mórmon, abandonou essa prática há mais de um século. A poligamia também é proibida pela constituição de Utah.
"Há muito tempo a Igreja está preocupada com a continuação da prática ilegal da poligamia e, em particular, com relatos de abusos de mulher e crianças que emanam das comunidades de polígamos", diz uma nota da Igreja Mórmon.
"Será lamentável se esse programa, ao fazer da poligamia objeto de entretenimento, minimizar a seriedade do problema."
"Ao situar o seriado em Salt Lake City, sede internacional da Igreja de Jesus Cristo dos Últimos Dias, é o suficiente para borrar a linha entre a Igreja moderna e o assunto do programa e reforçar estereótipos velhos e ultrapassados."
O seriado, produzido pelo canals de TV a cabo HBO, deixa claro em declaração no fim do primeiro episódio que os personagens não são mórmons.
Parece certo que o programa vai dividir os telespectadores e tem alguns desempenhos provocantes nos papéis principais.
"É uma idéia interessante usar esse tipo de coisa que é tabu e examinar a condição humana através dela", diz Paxton, 40 anos.
Segundo David Kronke, crítico do Los Angeles Daily News que viu os cinco primeiros episódios, o telespectador fica na dúvida se ama ou odeia o polígamo Bill Henrickson.
A HBO está produzindo um substituto natural para Os Sopranos ou um seriado que vai se mostrar chocante demais, não palatável para a audiência americana.