09 de março, 2006 - 14h48 GMT (11h48 Brasília)
Um relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgado nesta quinta-feira diz que o Timor Leste continua a ser o país mais pobre do sudeste da Ásia, quase quatro anos depois de ter conquistado sua independência, e que a situação deve piorar.
O documento elaborado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) diz que existem poucas perspectivas de emprego no país fora da área de agricultura.
Cerca de 40% da população vive abaixo da linha da pobreza, e os padrões de saúde e educação são ruins.
O Timor Leste, uma ex-colônia portuguesa, foi governado pela Indonésia durante quase 24 anos até que um referendo apoiado pela ONU trouxe a independência ao país em 1999.
Mortalidade infantil
Segundo o relatório da ONU, em cada mil nascimentos, 90 bebês não chegam a um ano de idade e poucos são vacinados.
Metade dos 780 mil habitantes do país não tem acesso a água potável.
A assinatura de um acordo com a Austrália, que deve pôr fim a disputas envolvendo reservas de petróleo no Mar do Timor, pode ajudar a melhorar a situação.
Pelo acordo, os dois países compartilhariam os lucros provenientes da exploração das reservas.
O relatório do PNUD diz que é crucial que este dinheiro seja usado para aliviar a pobreza nas regiões rurais.
Ajuda brasileira
A ONU administrou o Timor Leste durante dois anos, antes da Independência em 2002.
Forças de paz permaneceram no país até maio do ano passado.
A saída das tropas teve efeito negativos sobre a oferta de empregos na capital, Dili.
O governo brasileiro implantou no Timor um centro de formação profissional, inaugurado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso em visita ao país, em janeiro de 2001.