09 de março, 2006 - 16h25 GMT (13h25 Brasília)
Claudia Silva Jacobs
A primeira-dama brasileira, Marisa da Silva, terminou sua viagem a Londres com uma rápida passagem pelo museu Tate Modern no final da manhã desta quinta-feira.
Durante a visita ao museu, Marisa passou pela exposição “Inimigos Unidos”, uma série de obras do artista alemão Thomas Schütte, que o próprio autor define como "uma resposta satírica à corrupção política".
A coleção de Schütte, criada entre 1993 e 1994, é formada por duplas de pequenos bonecos de panos com rostos deformados que, em algumas situações, brigam entre si.
A inspiração de Schütte foi a operação Mãos Limpas, deflagrada após a revelação de um sistema de corrupção e suborno dentro do governo italiano, durante o início da década de 90, quando o artista morava em Roma.
Surrealismo
Guiada por Marcos Horley, um dos administradores do museu, Marisa também viu a coleção surrealista que reúne obras de artistas como René Magritte, Joan Miró, Pablo Picasso e Salvador Dalí.
A primeira-dama visitou apenas o primeiro andar do museu, que recebe quatro milhões de pessoas por ano e é um dos pontos turísticos mais visitados de Londres.
A Tate Modern reúne a maior coleção de arte contemporânea privada do mundo.
Segundo um dos funcionários do cerimonial que acompanhava a primeira-dama, a iniciativa da vista ao museu foi da própria Marisa.
A entrada no museu é gratuita, mas os visitantes podem fazer doações como forma de pagamento.
Depois da visita, Marisa da Silva almoçou no restaurante da Tate, onde tirou fotos.
A primeira-dama completou seu tour por Londres atravessando a Ponte do Milênio, sobre o rio Tâmisa, inaugurada em 2000.