21 de fevereiro, 2006 - 11h10 GMT (09h10 Brasília)
Márcia Freitas
Postes flexíveis – que se curvam ou se quebram quando um carro bate neles – são a nova estratégia do governo britânico para reduzir o número de mortes nas estradas.
A cada ano, acontecem 20 mil acidentes nas estradas britânicas envolvendo objetos fora da pista, como postes e placas de sinalização.
Em 2003, um quinto de todas as mortes se deu em acidentes desse tipo.
Existem vários tipos de postes flexíveis. Um deles é fabricado por uma empresa escandinava - Jerol - usando poliéster e fibra de vidro.
O material usado permite que o poste se curve quando o carro bate nele a uma velocidade baixa, de 35 km/h, por exemplo.
Já a uma velocidade alta, de 100 km/h, a base se quebra no impacto sem causar muitos estragos ao veículo.
Custo
"Os testes realizados até agora aqui na Grã-Bretanha mostram que com esse tipo de poste há poucos estragos no veículo, o pára-brisa e os compartimentos do motorista e do passageiro permanecem intactos", afirmou John Slater, representante da Jerol na Grã-Bretanha.
Slater diz que o produto vem sendo usado com sucesso na Escandinávia há pelo menos cinco anos.
Por enquanto, a alternativa custa mais caro. Até uma vez e meia o preço dos postes comuns.
Andrew Sanders, da Highways Agency, o departamento que cuida das estradas britânicas, acredita, no entanto, que isso irá mudar.
"Assim que outros modelos forem desenvolvidos e o uso for aumentando, o custo tenderá a cair", disse.
Além disso, segundo Sanders, o fato de o poste flexível não precisar de barra de proteção poderá baratear ainda mais o custo.
Os postes comuns, de aço, duram até 30 anos. Já os flexíveis podem durar, segundo os fabricantes, até 60 anos.