21 de fevereiro, 2006 - 14h21 GMT (12h21 Brasília)
Uma pesquisa da Universidade Cornell, nos Estados Unidos, identificou uma droga que pode ser usada para diminuir os danos causados aos bebês cujas mães bebem muito durante a gravidez.
Pesquisadores descobriram que a droga chamada nicotinamida – usada para tratar de doenças auto-imunes – ajudou a proteger os ratos da Síndrome do Álcool Fetal (SAF).
A condição está associada a problemas como o crescimento anormal e retardo mental da criança. Não existe um tratamento para essa síndrome.
O estudo foi publicado na revista científica Public Library of Science Medicine.
Ratos
A SAF é a causa mais comum de retardamento mental por razões não-genéticas.
O álcool prejudica a formação e sobrevivência das células nervosas do cérebro dos fetos, principalmente nos últimos três meses de gravidez e nos primeiros anos de vida, período de grande desenvolvimento do cérebro.
Os cientistas injetaram em ratos, logo após o nascimento, doses de álcool semelhantes às que um feto seria exposto durante uma bebedeira da mãe.
A dose matou células cerebrais dos ratos e levou a anormalidades de comportamento quando os animais de tornaram adultos.
Entretanto, quando os pesquisadores injetaram nicotinamida duas horas após administrar a dose de álcool, o número de células cerebrais que morreu foi bem menor e os animais não desenvolveram problemas de comportamento.
O estudo sugere que, caso a mulher grávida tome nicotinamida pouco após ingerir álcool, os danos aos seus bebês poderiam ser minimizados.
Os pesquisadores disseram, porém, que seu trabalho ainda está em estágios iniciais e que muitos testes ainda terão de ser realizados antes que fique pronto um tratamento para uso em humanos.