01 de fevereiro, 2006 - 13h50 GMT (11h50 Brasília)
O ministro das Relações Exteriores britânico, Jack Straw, disse nesta quarta-feira que "discussões ativas" sobre a retirada das tropas britânicas do Iraque estão sendo realizadas e que ele espera "boas notícias" para os próximos 12 meses.
"Não podemos publicar hoje um cronograma dizendo que deixaremos o Iraque em determinada data", disse Straw à BBC.
Segundo ele, os governos britânico e iraquiano estão convencidos de que a maneira mais segura é reduzir as tropas aos poucos, de província em província.
"Acho que teremos, nos próximos 12 meses, boas notícias nessa direção e isso será um marco da importância do trabalho que os britânicos fizeram para libertar o Iraque e criar um país melhor."
Mortes
Os comentários acontecem depois de as forças armadas britânicas terem sofrido, na terça-feira, a centésima baixa desde a invasão do Iraque em 2003.
Straw afirmou ainda que os britânicos que perderam a vida no Iraque "não morreram em vão", já que ajudaram o país a passar de uma tirania a uma democracia.
No entanto, em entrevista à BBC, o coronel Tim Collins, ex-oficial do Exército britânico, disse que a retirada seria precipitada, já que problemas sérios continuam no país, como a insurgência, o terrorismo de grupos estrangeiros como a Al-Qaeda e crimes.
"Acredito que a missão no Iraque deva continuar até que os iraquianos consigam assumir o país", disse Collins.