01 de fevereiro, 2006 - 09h43 GMT (07h43 Brasília)
O Brasil é um país que oferece "confiança" para os investidores estrangeiros e, depois do Chile, é o país da América Latina que mais segurança oferece a eles, segundo artigo do jornal espanhol Expansión.
A avaliação está no relatório anual da empresa de gestão de riscos espanhola AON, que também diz que o Brasil é o país "com a melhora mais significativa com relação aos resultados obtidos em 2005".
"O Brasil é um país condenado a crescer. Devido a suas altas taxas de natalidade, o crescimento da economia deve se manter em 6% ou 7%, com um nível alto de inflação", diz Javier Valero, conselheiro da AON, de acordo com o jornal.
Segundo Expansión, os analistas da gestora de riscos afirmam que "o sucesso do Brasil se baseia em sua capacidade de cumprir os compromissos internacionais".
"Todos esses fatores fizeram com que o país presidido por Lula da Silva garanta sua credibilidade internacional e se descole dos vizinhos, cujas classificações de risco cresceram nos últimos anos", avalia o jornal.
Exemplo
Já o jornal americano The New York Times em seu editorial desta terça-feira cita o Brasil como exemplo a ser seguido pelos Estados Unidos na questão de independência de energia.
O tema foi levantado na terça-feira pelo presidente dos EUA, George W. Bush, que em seu "Discurso da União" disse que os americanos são "viciados" em petróleo importado.
Segundo o jornal, parte da resposta ao problema é mais pesquisa e desenvolvimento de combustíveis alternativos.
"Quando a questão são carros, muito da pesquisa já foi feita – o Brasil obteve independência energética ao descobrir como levar seus cidadãos de casa para o trabalho em carros sem muita gasolina", diz o New York Times.
'Vínculo militar'
Uma reportagem do New York Times diz que a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) afirma ter "evidências que sugerem ligações entre o programa nuclear ostensivamente pacífico do Irã e sua pesquisa militar sobre mísseis".
Segundo o jornal, essa informação está em um relatório de quatro páginas da AIEA, que foi distribuído aos países membros da agência na terça-feira.
"O relatório, que segundo autoridades foi baseado pelo menos em parte em informações de inteligência fornecida pelos Estados Unidos, refere-se a uma entidade secreta do Irã chamada Projeto Sal Verde, que trabalha com processamento de urânio, explosivos e desenho de ogiva de mísseis", diz o jornal.
De acordo com o New York Times, o relatório será debatido pelos 35 países que formam a diretoria da AIEA na sessão de quinta-feira para decidir se o Irã deve ser levado ao Conselho de Segurança da ONU.