31 de janeiro, 2006 - 15h41 GMT (13h41 Brasília)
Adriana Stock
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, disse que o governo brasileiro "está pronto a ampliar sua cooperação" ao Afeganistão.
O chanceler participou, em Londres, de uma conferência de dois dias da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre o Afeganistão.
Em discurso aos representantes de mais de 60 países, o ministro Amorim afirmou que o Brasil "está pronto a ampliar sua cooperação à medida que o Afeganistão retomar sua posição como um centro de comércio, cultura e civilização".
"Estamos prontos a oferecer nossa cooperação ao Afeganistão, principalmente nas áreas de análise do comércio exterior, recenseamento populacional, pesquisa agrícola, desmonte de minas terrestres e assistência eleitoral", disse.
"O Brasil vem implementando uma série de políticas e programas na área de direitos humanos, como a promoção da igualdade de gênero e raça e o combate à fome e à pobreza, cuja experiência estamos prontos a compartilhar."
As relações diplomáticas entre o Brasil e o Afeganistão foram restabelecidas em 2004.
Haiti
O chanceler descreveu como um "documento histórico" o Pacto do Afeganistão, texto divulgado durante a conferência e que prevê um plano de cinco anos para a reconstrução do Afeganistão.
"O Pacto do Afeganistão é um documento histórico, que poderá servir de referência para futuras iniciativas na área de construção da paz", afirmou.
Mas o chanceler destacou que a cooperação da comunidade internacional "precisa levar em conta as circunstâncias locais e o ambiente regional".
"As experiências no Haiti, no Timor Leste e em muitos países africanos mostram a importância de harmonizar-se a cooperação regional e a multilateral", disse.
"De fato, nossas chances de sucesso só aumentarão se nossos esforços forem verdadeiramente multilaterais e bem integrados ao contexto regional."
O chanceler, que desde a semana passada estava na Europa, onde participou, em Davos, do Fórum Econômico Mundial, retornou nesta terça-feira ao Brasil.