http://www.bbcbrasil.com

12 de janeiro, 2006 - 20h05 GMT (18h05 Brasília)

Denize Bacoccina
de Washington

EUA pedem reunião urgente para discutir Irã

A secretária de Estado dos Estados Unidos, Condoleezza Rice, disse que o país vai pedir uma reunião urgente da Agência Internacional e Energia Atômica (AIEA) para discutir o encaminhamento do Irã ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).

O Conselho de Segurança é o órgão da ONU que pode decidir a imposição de sanções contra o país.

Rice disse que o Conselho de Segurança "deve pedir ao regime iraniano que se afaste de suas ambições de ter armas nucleares".

"Os Estados Unidos vão encorajar o Conselho de Segurança a atingir este objetivo", afirmou.

AIEA

Antes, os Estados Unidos precisam conseguir a maioria dos votos entre os 35 membros do conselho da AIEA, formado por 35 membros, entre eles o Brasil. O órgão só tem cinco reuniões ordinárias por ano, por isso o pedido de uma reunião urgente.

O governo americano se juntou aos governos da Grã-Bretanha, França e Alemanha (EU-3), os três países europeus que estavam negociando com o Irã o fim do programa nuclear em troca de benefícios financeiros.

A crise começou na terça-feira, quando o governo iraniano retirou o lacre colocado pela AIEA e retomou atividades de pesquisa numa usina nuclear em Natanz.

"Escalada deliberada"

Condoleezza Rice disse que o programa nuclear do Irã era um "desafio perigoso" para a comunidade internacional. Ela disse que o governo iraniano tinha provocado uma "escalada deliberada" da disputa nuclear.

"Não há motivo pacífico para que o regime iraniano retome as operações nucleares", afirmou Rice em entrevista coletiva no Departamento de Estado.

O governo iraniano diz que o programa nuclear tem o objetivo exclusivo de produzir energia.

A secretária de Estado americana disse que o país vai continuar com a via diplomática para tentar convencer o Irã a desistir de seu programa nuclear.

"Vamos continuar as consultas com o EU-3, a União Européia, Rússia, China e muitos outros membros da comunidade internacional nos próximos dias e semana, com o início desta nova fase diplomática", afirmou.