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05 de janeiro, 2006 - 18h57 GMT (16h57 Brasília)

Alfred Hermida
de Las Vegas

45% das vítimas dos furacões nos EUA pediram ajuda pela net

Cerca de 45% dos pedidos de socorro na última temporada de furacões nos Estados Unidos, que deixou milhares de desabrigados, foram feitos pela internet, de acordo com a Agência Federal de Gerenciamento de Emergências dos Estados Unidos (Fema, na sigla em inglês).

A revelação foi feita pelo chefe de Informação da Fema, Barry West, em uma conferência sobre o papel da tecnologia no governo, durante a feira de tecnologia Consumer Electronics Show, em Las Vegas.

A agência sofreu muitas críticas pelo atendimento às vítimas dos furacões da última temporada, e entre as queixas recebidas estavam algumas relativas ao funcionamento do site do Fema.

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West admitiu ter sofrido críticas porque o site só funcionava com a última versão do navegador Microsoft Explorer, mas afirmou que a prioridade da agência foi disponibilizar o serviço rapidamente.

Por causa disso, usuários de outros navegadores de internet ou aqueles que utilizam computadores com sistemas operacionais Mac ou Linux não puderam preencher os formulários de socorro online, embora pudessem telefonar.

O serviço acabou sendo consertado, e ao fim da temporada, 45% dos pedidos de ajuda foram feitos pela internet, em comparação com apenas 10% em 2004.

Vírus

A Fema contava com 50 servidores para processar os pedidos de ajuda. Para complicar as coisas, um vírus atingiu os computadores da Fema durante a passagem do furacão Katrina, que deixou alagada boa parte da cidade de Nova Orleans em agosto.

Clique aqui para entender como se forma um furacão

"Mas o vírus atacou à noite, então tivemos tempo hábil de fechar as comunicações e tratar disso. Não atrapalhou as operações", disse West.

A Fema lidou com 43 situações de desastre no ano passado nos Estados Unidos, e processou um total de US$ 3 bilhões em verbas de assistência.