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26 de dezembro, 2005 - 19h46 GMT (17h46 Brasília)

Artyom Liss
de Moscou

Autoridades não erraram em Beslan, diz relatório

Procuradores russos que investigam o cerco à escola em Beslan, ocorrido em setembro do ano passado, divulgaram nesta segunda-feira um relatório em que dizem que as autoridades não cometeram erros durante a ação de extremistas chechenos.

Parentes dos mais de 300 mortos no cerco, a maioria deles crianças, tinham acusado de incompetência os serviços de segurança.

No entanto, segundo os procuradores, o mesmo número de mortes pode ser atribuído aos policiais e aos extremistas.

Um relatório anterior feito por uma comissão parlamentar local tinha concluído que os serviços de segurança foram incompetentes.

"Ocultando responsabilidade"

O relatório dos procuradores provavelmente vai enfurecer os parentes dos que morreram na tragédia, mas não é uma surpresa.

Desde setembro de 2004, as pessoas em Beslan têm exigido que as autoridades sejam obrigadas a prestar contas.

A conclusão dos procuradores sobre os eventos é muito diferente do que constatou a comissão parlamentar.

Os procuradores dizem que não houve erros na maneira como as autoridades lidaram com a crise, embora eles admitam que a polícia russa, na situação atual, não pode impedir ataques como o que aconteceu em Beslan.

Dezenas de vítimas e parentes que formaram o grupo chamado Mães de Beslan acusaram os procuradores de tentar ocultar a responsabilidade dos generais.

Eles disseram não confiar nas autoridades e prometem continuar sua própria investigação.