21 de dezembro, 2005 - 08h02 GMT (06h02 Brasília)
Em primeiro lugar, que fique bem claro: a palavra "petizada", além de ser evitada a todo custo, só deve ser escrita entre aspas e num sentido que deboche da grande imprensa brasileira.
Jornal e revista anunciando qualquer produto – filme, livro – para a "petizada" está a 10 segundos da metapedofilia, para cunhar um termo depreciativo como a palavra original e também destituído de significado objetivo.
O que há é criança, criançada, jovens, infanto-juvenis e por aí afora. "Petizada" é a mãe. Jamais os filhos.
Ao que interessa: as pesquisas britânicas, mesmo com a proximidade do Natal, não pouparam os menores de 10 anos – foram lá e lhes tacaram uma pesquisa pelos rostinhos adentro.
Fizeram três perguntas à garotada para – ironia das ironias – comemorar o Dia Nacional das Crianças. Os resultados foram divulgados na segunda-feira, 19 de dezembro. Tão triste quanto menino barrigudinho ("petizada"?) do Terceiro Mundo posando para anúncio pedindo auxílio.
As cinco melhores coisas do mundo para pequenos safardanas são as seguintes: em primeiro lugar, dinheiro e ser rico. E na ordem até o quinto lugar: ser famoso, futebol, música pop e bichos.
As cinco pessoas mais famosas no mundo são, na ordem que se segue, Deus, Wayne Rooney, Jesus Cristo, David Beckham e a Rainha.
As piores coisas do mundo, sempre em ordem decrescente: bêbado, fumar, lixo, grafitos e guerra.
Em matéria de fama, Harry Potter e Beyoncé quase entram na lista dos cinco mais. E uma curiosidade: ir fazer compras chegou em oitavo lugar entre as piores coisas do mundo.
Não ficou claro se é para eles, os menores irem até a esquina comprar qualquer coisa para ajudar em casa, ou se é o papai e a mamãe passando o dia comprando bobagens desnecessárias por pura vaidade.
Numa época em que vai se tornando cada vez mais difícil acreditar em Papai Noel, os britânicos vão e me demonstram a inviabilidade dos menores de 10 anos.