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16 de dezembro, 2005 - 18h22 GMT (16h22 Brasília)

ONU diz que China está combatendo desigualdade social

A China tem um dos maiores níveis de desigualdade entre a população rural e urbana do mundo. Mas, segundo um novo relatório da ONU, as autoridades chinesas estão tomando providências para evitar que a situação desestabilize o país.

“O governo chinês percebeu as graves consequências da desigualdade social e começou a enfrentar o problema de frente", disse em um comunicado Khalid Malik, do Programa da ONU para o Desenvolvimento (UNDP, sigla em inglês) na China.

De acordo com dados da ONU, a China conseguiu retirar 250 milhões de pessoas da pobreza nos últimos 25 anos. Durante o mesmo período, porém, a desigualdade de renda dobrou.

Uma pessoa que vive na cidade ganha em média US$ 1 mil por ano, contra apenas US$ 300 no campo. A expectativa de vida média para a população urbana é 5 anos superior que aquela para os habitantes da zona rural.

"Ações concretas"

Segundo o UNDP, "o governo já está adotando ações concretas para enfrentar as desigualdades em desenvolvimento humano".

"Até o fim do ano, (o governo) vai ter abolido completamente os impostos sobre agricultura em todo o país. Para aumentar a alfabetização nas comunidades rurais, o governo promove educação obrigatória para os pobres na zona rural, renovando escolas primárias e secundárias e oferecendo livros didáticos gratuitos para 24 milhões de estudantes pobres."

O UNDP publicou o Relatório de Desenvolvimento 2005, com recomendações de políticas para as autoridades chinesas lidarem com essas questões.

O documento recomenda a implementação de um sistema de seguridade social e de aposentadorias capaz de dar segurança aos trabalhadores chineses.

A ONU também sugere reformas financeiras para estimular mais pessoas a abrir seus próprios negócios. Propõe programas de microcrédito para auxiliar os pequenos empreendedores.

Outra preocupação destacada no relatório é com o sistema de saúde na zona rural, propondo investimentos em medicina preventiva. Em 2004, apenas 15% da população rural tinha cobertura de seguro saúde, enquanto a população urbana tem total cobertura.