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16 de dezembro, 2005 - 12h32 GMT (10h32 Brasília)

Casos de demência devem 'quadruplicar na América Latina'

O número de casos de demência na América Latina deve aumentar 393% até 2040, segundo projeções que fazem parte de uma pesquisa publicada pela revista The Lancet.

A causa mais comum da demência é a doença de Alzheimer, um transtorno cerebral degenerativo que mata lentamente as células nervosas do cérebro.

O problema afeta cerca de 1 milhão de pessoas no Brasil.

A previsão de aumento para a América Latina é a mais alta entre todas as áreas pesquisadas e reflete um fenômeno observado em todo o mundo em desenvolvimento.

O problema também terá um aumento expressivo até 2040 em regiões como o norte da África e o Oriente Médio (385%) e a China e a região do Pacífico Ocidental (336%).

As altas taxas de aumento da demência no mundo em desenvolvimento até 2040 contrastam com índices mais baixos em regiões ricas como a América do Norte (172%) e a Europa Ocidental (102%).

Segundo a pesquisa, o constante aumento da expectativa de vida em países como o Brasil tem feito com que um maior número de pessoas estejam sujeitas a problemas, como a demência, que estão relacionados à velhice.

"Bomba-relógio"

A pesquisa, feita para a Alzheimer's Disease International – uma organização que reúne associações dedicadas ao assunto em várias partes do mundo – indica que um novo caso de demência surge a cada sete segundos.

Atualmente, estima-se que 24,3 milhões de pessoas sofram de algum tipo de demência no mundo.

Em 2040, esse total deverá alcançar 81,1 milhões de pessoas.

"Estamos diante de uma bomba-relógio. Os governos precisam começar a planejar políticas e concentrar recursos para o futuro", disse Orien Reid, presidente da Alzheimer Disease International.

"Outro motivo para preocupação é que muitos dos casos de demência não são diagnosticados, o que significa que as pessoas não estão recebendo o tratamento que precisam por causa da ignorância e do preconceito", acrescentou.