10 de dezembro, 2005 - 04h32 GMT (02h32 Brasília)
Claudia Silva Jacobs
Enviada especial a Leipzig
O técnico Carlos Alberto Parreira considerou equilibrado o grupo do Brasil na Copa de 2006. E o treinador acha que a situação da Seleção vai se complicar nas oitavas-de-final quando o Brasil vai enfrentar uma equipe do Grupo E (Itália, Gana, Estados Unidos e República Checa).
“Não é fácil, não é difícil, é um grupo equilibrado. Se acharmos que iremos encontrar facilidade vamos nos complicar.”
“Esse cruzamento nas oitavas é complicado. Ou Itália ou República Checa. Mas primeiro precisamos pensar na classificação”, diz o técnico, já assumindo que considera as duas seleções as favoritas para passarem à segunda fase da Copa do Mundo.
Para Parreira, o Brasil é “disparado” o melhor tecnicamente, mas não pode entrar em campo se sentindo favorito.
“Nós temos um time suficientemente bom para ganhar o Mundial. Agora, se a gente entrar nessa de favorito estamos perdidos.”
Facilidades
Parreira resistiu a insinuações de que a situação do Brasil é confortável dentro do grupo F.
O treinador fez questão de lembrar que o amistoso entre Brasil e Croácia acabou empatado em 1 a 1 e o confronto contra o Japão, durante a primeira fase da Copa das Confederações terminou também em empate (2 a 2).
“Isso demonstra que não é tão fácil assim.”
O treinador tentou evitar qualquer polêmica sobre o fato de que vai enfrentar o Japão de Zico na primeira fase. Além disso, para Parreira, a melhor opção é pensar em vencer as três partidas.
“Eu acho que o Brasil tem que se preocupar para ganhar os três jogos. Não podemos nos descuidar.”
“Não tem grupo mais fácil. Portugal é a mesma situação do Brasil. Aparentemente, parece fácil, mas se não se cuidar pode ser surpreendido”, completou.