09 de dezembro, 2005 - 10h23 GMT (08h23 Brasília)
"Não é provável" que a União Européia (UE) mude sua proposta para a agricultura na reunião de Hong Kong da Organização Mundial do Comércio (OMC), segundo o diário econômico Wall Street Journal.
"Não tenho dúvidas de que perderíamos o apoio de países membros se contemplássemos uma nova oferta em tarifas agrícolas", disse Peter Mandelson, negociador chefe da UE para o comércio.
Depois de informar que visitou Paris, Londres, Madri, Roma e Berlim nas últimas duas semanas e falou com outros governos por telefone, Mandelson disse:
"Não recebi uma única solicitação dos países membros para fazer outra oferta agrícola em nome da União Européia", disse Mandelson.
Acusações prévias
Já o jornal Financial Times diz que Mandelson fez "um quadro sombrio das perspectivas" para a reunião da OMC na próxima semana, "acusando Estados Unidos, Índia e Brasil de fazer corpo mole".
"O negociador chefe da UE disse que a provável decepção com as negociação não deveria ser atribuída à Europa", segundo o FT.
De acordo com o jornal, Mandelson voltou a insistir que países como o Brasil e a Índia teriam que oferecer mais acesso a seus mercados a produtores europeus em outras áreas.
"Gostaríamos que Brasil e Índia fizessem ofertas firmes e claras que criem verdadeiro acesso a mercado para bens industriais e serviços. Vamos ter algumas ofertas na mesa", disse o negociador europeu.
'Coerção'
"Elo entre Al-Qaeda e Iraque citado pelos EUA está ligada à alegação de coerção", diz manchete de primeira página do jornal The New York Times.
"O governo Bush baseou sua afirmação crucial de antes da guerra sobre elos entre Iraque e Al-Qaeda em declarações detalhadas feitas por um prisioneiro que depois disse tê-las fabricado para fugir de tratamento cruel, de acordo com autoridades atuais do governo e também que já saíram."
O jornal conta que essas autoridades informaram que o prisioneiro egípcio Ibn Al-Shaykh Al-Libi fez um relato elaborado e específico sobre as supostas ligações entre Iraque e Al-Qaeda somente "depois de ter sido secretamente entregue ao Egito pelos Estados Unidos em janeiro de 2002".
A revelação, segundo o New York Times, é a primeira "evidência pública de que informações ruins de inteligência sobre o Iraque podem ter resultado em parte de o governo (americano) ter dependido fortemente de outros países para fazer interrogatórios de membros da Al-Qaeda e outros presos como parte dos esforços dos Estados Unidos contra o terrorismo".