10 de dezembro, 2005 - 00h32 GMT (22h32 Brasília)
Claudia Silva Jacobs
enviada especial a Leipzig
O resultado do sorteio dos grupos da Copa do Mundo agradou aos brasileiros que jogam na Alemanha.
Para o lateral Gilberto, do Herta Berlim, o grupo F, do Brasil, é bem equilibrado.
“O grupo não foi muito difícil. O Brasil já jogou contra a Croácia e o Japão recentemente, o que é bom.”
Gilberto considera o Grupo C, que reúne Argentina e Holanda, o grupo da morte. “Esse grupo é bem chato. Outro grupo que também é complicado é o da Inglaterra, porque tem Paraguai e Suécia, o que não é nada fácil.”
O zagueiro Juan, da Seleção e do Bayern Leverkussen, também gostou do resultado do sorteio. Para Juan, uma primeira fase mais fácil pode ajudar o Brasil chegar com moral nas oitavas.
“Não está muito difícil. Isso é bom para nós.”
Fortes espalhados
Na opinião de Juan, os times mais fortes estão bem espalhadados, mesmo o grupo que reúne Argentina e Holanda. A única coisa que Juan não gostou foi ter que enfrentar o Japão.
“Não queria pegar o Japão por causa do Zico. Ele é brasileiro, tem muita história e não gostaria de enfrentá-lo. Vai ser a mesma história da Copa das Confederações, quando todo mundo ficou em cima, criando um clima em torno da partida”, disse Juan.
Outro que se mostrou satisfeito foi o goleiro Gomez, do PSV. O goleiro considera o Japão o adversário mais difícil do grupo.
“Acho que Portugal conseguiu ficar em um grupo mais fácil (México, Angola e Irã). Mas não posso reclamar do grupo do Brasil. Não é fácil nem difícil, nosso grupo é mediano“, completou Gomez.
O brasileiro-alemão Kevin Kurany, do Schalke 04 e da seleção da Alemanha, gostou do grupo A, no qual vai jogar o anfitrião.
“Acho que foi muito bom. O Equador e a Costa Rica são duas seleções que não são consideradas grandes, o que é bom para nós.”
Para o jogador, a situação dos donos da casa é relativamente tranqüila. Kurany acredita que teria sido muito mais difícil para a Alemanha se encontrasse logo de cara seleções como a Holanda ou a Suécia.
Assim como Gilberto, Kurany acha que o Grupo C é o mais difícil.
“Tivemos sorte mas precisamos ter cuidado. Todo mundo que está aqui tem que ser respeitado.”