30 de novembro, 2005 - 10h40 GMT (08h40 Brasília)
O jornal espanhol El Mundo afirma nesta quarta-feira que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva “evitou” que seu colega venezuelano, Hugo Chávez, participasse da reunião desta quarta-feira com Néstor Kirchner em Puerto Iguazu.
De acordo com o diário madrilenho, ante de viajar para a cidade, Lula procurou se certificar de que Kirchner “não o surpreenderia com a notícia de que um convidado de pedra iria à reunião”.
“O Ministério do Exterior advertiu as autoridades argentinas que Lula não veria com bons olhos a presença do autoproclamado líder da revolução bolivariana”, afirma o jornal.
Isso porque o governo brasileiro estaria temendo que Chávez “aproveitaria a oportunidade para disparar uma nova salva de ofensas contra George W. Bush”.
Por sua vez, o jornal argentino Ámbito Financiero diz que o encontro desta quarta-feira vai marcar “a estréia na liga internacional” da futura ministra da Economia argentina, Felisa Miceli, que acompanha Kirchner em Puerto Iguazu.
Argentina
O diário econômico britânico Financial Times diz em editorial que “os riscos estão crescendo para os investidores na Argentina” após a saída de Roberto Lavagna do Ministério da Economia.
“Se Kirchner decidir agora seguir uma linha mais radical na condução da economia, vai aumentar a possibilidade de que a recuperação econômica da Argentina enfrente sérias dificuldades”, opina o jornal.
Também em editorial, o argentino Clarín diz que a reforma ministerial promovida por Kirchner vai resultar em uma “concentração de poderes” nas mãos do presidente.
Como resultado, diz o diário de Buenos Aires, vai aumentar a capacidade de Kirchner “determinar as políticas econômicas” e, ao mesmo tempo, o presidente vai ficar mais exposto “às vicissitudes dos resultados”.
Já o espanhol El País diz que Kirchner “tomou conta da economia” com uma reforma que “supõe a confirmação do modelo personalista de gestão” do presidente argentino.
Marlos Nobre
O La Vanguardia, de Barcelona, destaca a entrega de um prêmio da Sociedade Geral de Compositores da Espanha ao pernambucano Marlos Nobre.
O prêmio Tomás Luis de Vitória, de 60 mil euros (cerca de R$ 154,5 mil), é entregue a músicos que se destacam no cenário ibero-americano e reconheceu neste ano a “maravilhosa trajetória criativa e a originalidade do pensamento sinfônico” do maestro e compositor.
O jornal diz que o júri destacou, ao anunciar a decisão, “a amplíssima obra pedagógica” de Nobre, que atualmente dirige o Comitê Nacional da Música da Unesco.
Por outro lado, o diário catalão destaca que, apesar do reconhecimento internacional, Marlos Nobre é “ignorado no Brasil”.
Bode no gabinete
O americano Los Angeles Times conta a história do bode que foi eleito prefeito honorário de uma cidade na Califórnia, mas acabou sendo demovido do cargo.
A exemplo do que ocorre em um número crescente de cidades no país, os moradores de Anza, uma pequena comunidade rural, decidiram dar o título de prefeito honorário a Opie, o bode.
Mas o jornal conta que um grupo de empresários não gostou da idéia, achando que a presença do caprino no gabinete fazia os cinco mil moradores da cidade pareceram caipiras, e decidiu retirá-lo do cargo.
Os partidários de Opie, conta o LA Times, não deixaram barato, reagindo com virulência, e a polêmica dividiu a cidade, segundo o diário americano. No final, prevaleceu a posição dos empresários, e Opie foi afastado do cargo.
Desse modo, o bode não conseguiu repetir o sucesso de Paco Bell, um burro que foi eleito prefeito de uma cidade do Colorado após derrotar nas urnas dois outros jumentos e uma lhama, que foi desclassificada por não cumprir os requisitos para validar sua candidatura.