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29 de novembro, 2005 - 18h45 GMT (16h45 Brasília)

Sacrifício de aves selvagens não freia gripe, diz FAO

O sacrifício de aves selvagens não é eficiente para conter a disseminação da gripe aviária, segundo alertou nesta terça-feira a FAO (o fundo da Organização das Nações Unidas para a agricultura e a alimentação).

Segundo a organização, a principal atenção deve estar voltada para o controle da doença entre aves de criação.

O alerta foi feito após a notícia de que o Vietnã estava sacrificando aves selvagens na cidade de Ho Chi Minh por precaução contra a doença.

“Isso (o sacrifício de aves selvagens) não deve ter nenhuma contribuição significativa para a proteção de humanos contra a gripe aviária”, disse Juan Lubroth, responsável da FAO por doenças animais.

Foco de atenção

Segundo ele, há outras medidas mais importantes. “Combater a doença nas aves de criação deve permanecer o principal foco de atenção”, disse.

“As espécies de pássaros selvagens encontradas nas cidades e em seus arredores são diferentes dos pássaros de áreas pantanosas que foram identificados como portadores do vírus da gripe aviária.”

A agência havia alertado anteriormente que o subtipo mortal do vírus da gripe, H5N1, que já atingiu vários países asiáticos, pode ser transportado por aves aquáticas migratórias a longas distâncias até o Oriente Médio, a Europa, o sul da Ásia e a África, podendo gerar uma pandemia.

Até agora, já foram identificados 132 casos de gripe aviária em países asiáticos, 68 deles fatais. Acredita-se que todos os casos tiveram transmissão entre pássaros e humanos, mas a Organização Mundial da Saúde teme que o vírus possa sofrer uma mutação e passar a ser transmitido entre humanos.

Segundo Lubroth, o controle do vírus entre as aves de criação é a maneira mais efetiva de evitar que o vírus H5N1 se transforme em um vírus capaz de ser transmitido entre humanos.