17 de novembro, 2005 - 13h03 GMT (11h03 Brasília)
Wal-Mart, a maior cadeia de supermercados do mundo, com mais empregados do que o Exército americano, é a vanguarda ou a vergonha do capitalismo?
Um novo documentário afirma que é a vergonha porque fatura bilhões, paga mal seus empregados, não oferece benefícios como seguro de saúde e elimina os pequenos comerciantes.
O estudo de um respeitável grupo de economistas diz que o Wal-Mart é a vanguarda do capitalismo e tem feito mais do que o Banco Central para conter a inflação nos Estados Unidos.
Já gerou 210 mil empregos e ajuda cada família americana a economizar, em média, US$ 3.239 por ano.
Nunca entrei num Wal-Mart, e não é por preconceito. Os moradores de Nova York bloqueiam a construção deles na cidade.
A cadeia de supermercados que mais cresce em Nova York é a Whole Foods, campeã dos produtos orgânicos com preços até 35% acima do Wal-Mart.
Whole Foods nasceu em 1978 em Austin, no Texas, como uma quitanda de comidas orgânicas para os hippies. Hoje são 168 supermercados que faturam US$ 4 bilhões por ano.
Isso é dinheiro miúdo perto do faturamento anual de US$ 300 bilhões do Wal-Mart, mas Whole Foods tem crescido 14% ao ano. Entre supermercados é um supernúmero.
Seus empregados são mais bem pagos, têm vários benefícios e podem conferir os salários dos colegas. O salário de John Mackey, presidente, fundador e maior acionista do Whole Foods só pode ser 14 vezes maior do que salário mais baixo da rede.
A maioria das opções de compras de ações, 93%, é reservada para os empregados, e desde o lançamento das ações na bolsa, em 1992, cada dólar investido hoje vale US$ 25.
São números comoventes, mas, se eu tivesse opção, compraria no Wal-Mart. Suspeito dos orgânicos.