10 de novembro, 2005 - 11h51 GMT (09h51 Brasília)
Os ataques a três hotéis da Jordânia nesta quarta-feira têm a marca da Al-Qaeda, o grupo de Osama Bin Laden.
Ainda não se sabe se de fato foi esse grupo que realizou o ataque – embora, na internet, o braço da Al-Qaeda no Iraque já tenha assumido o atentado.
Certamente a metodologia é muito familiar.
A intenção das explosões simultâneas foi assassinar o maior número de pessoas possível.
Ataques simultâneos e com homens-bomba são duas táticas usadas pelo grupo com constância, especialmente no Iraque.
A escolha de alvos como hotéis, onde há grande chance de se atingir estrangeiros e pessoas de fora do mundo árabe, é outro sinal de que a organização ligado a Bin Laden pode mesmo estar por trás dos atentados.
Além disso, outra tática do grupo tem sido escolher alvos que afetem atividades comerciais como o turismo.
Por fim, com indicação da participação da Al-Qaeda, há o anúncio do próprio grupo na internet – embora seja muito difícil verificar a autenticidade do anúncio.
O braço iraquiano da Al-Qaeda no Iraque é liderado por Musab al-Zarqawi, um jordaniano que foi criado perto de Amã e que já manifestou sua oposição ao governo do país.
Já a escolha da Jordânia como palco para o ataque não surpreende.
Extremistas islâmicos se opõem ao seu rei secular, que é o mais próximo aliado árabe dos Estados Unidos e mantém um tratado de paz com o vizinho Israel.
Esta, aliás, não é a primeira vez que a Jordânia é alvo de ataques realizados por suspeitos de ligações com o extremismo islâmico.
Em agosto, três foguetes foram lançados contra navios da marinha dos EUA no porto jordaniano de Aqaba.
Até o ataque de quarta-feira, porém, os serviços de segurança da Jordânia pareciam ter mantido os extremistas sob controle.
O governo jordaniano declara ter prevenido ataques da Al-Qaeda com armas químicas em 2004 e abortado ataques a turistas israelenses e americanos durante as celebrações do Milênio em 2000.
Essa eficiência, no entanto, foi posta à prova com o atentado.