04 de novembro, 2005 - 22h40 GMT (20h40 Brasília)
Marcia Carmo
enviada especial a Mar del Plata
Dezenas de manifestantes foram presos na tarde desta sexta-feira no centro de Mar del Plata após violentos distúrbios na cidade onde é realizada a 4ª Cúpula das América, segundo informações da polícia local.
A manifestação começou pacificamente por volta das 16h no horário local (17h em Brasília) e, uma hora depois, no exato momento em que era aberta oficialmente a Cúpula das Américas por 33 chefes de Estado e de governo, os tumultos foram registrados.
Os protestos, voltados principalmente contra o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush – também terminaram em violência na capital argentina, Buenos Aires.
Manifestantes, armados de pedras e bombas caseiras, atacaram lojas de cadeias americanas como McDonald's e Burger King e agências do Banco de Boston e outros bancos americanos.
Tanto em Mar del Plata como em Buenos Aires, os manifestantes queimaram bandeiras dos Estados Unidos.
Segundo relatos da TV argentina, policiais e civis ficaram feridos nos choques na capital do país e manifestantes foram presos.
Saques
Na avenida Colón de Mar del Plata, mais de 15 lojas, incluindo agências bancárias, lojas de grifes internacionais e telecomunicações, foram apedrejadas e incendiadas, como ocorreu com uma agência do Banco Galicia.
Segundo depoimentos dos moradores, os manifestantes levavam mochilas carregadas com pedras e paus e, de acordo com a polícia, bombas caseiras, que jogaram contra o comércio local.
Neste momento, centenas de policiais da tropa de choque e da polícia federal cercam a cidade para evitar novas manifestações.
Segundo os policiais, a manifestação começou pacificamente com cerca de 700 pessoas.
Logo depois, quando a Cúpula estava sendo inaugurada, cerca de 200 desses manifestantes tentaram romper as grades do local que abriga os líderes dos países participantes.
Os manifestantes se dispersaram quando a polícia se aproximou para tentar conter a manifestação, mas cerca de 80 resistiram e provocaram violentos tumultos.
Agora, o número de policiais no local está sendo reforçado, porque a polícia acredita que haverá nova manifestação à noite.
Praticamente todos os acessos ao balneário argentino também foram fechados por tropas de choque.