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02 de novembro, 2005 - 09h04 GMT (07h04 Brasília)

Mery Vaca
de La Paz

Bolívia terá eleições com novas regras em 18/12

As eleições gerais na Bolívia ganharam novo impulso com um decreto do presidente do país, Eduardo Rodríguez, que marca a votação para o dia 18 de dezembro.

O decreto também define a redistribuição das vagas parlamentares nas regiões em conflito.

Com essa medida, o processo eleitoral é oficialmente adiado por duas semanas, e a composição do Congresso varia a favor das regiões de Santa Cruz e Cochabamba e em prejuízo de La Paz, Potosí e Oruro.

"Sejamos capazes de deixar de lado os ódios", disse o presidente na noite de terça-feira em uma mensagem na televisão.

Censo

As eleições estavam previstas para 4 de dezembro, mas uma decisão judicial de última instância no dia 22 de setembro paralisou o processo, porque obrigou o Congresso a redistribuir as vagas parlmentares, em função da nova realidade demográfica do país revelada no censo de 2001.

Em função dessa decisão, o Congresso entrou em uma disputa acirrada entre as regiões que não queriam perder cadeiras no Parlamento e aquelas que queriam ampliar sua participação.

No dia 28 de outubro, a Corte Nacional Electoral da Bolívia declarou que não havia possibilidade técnica de cumprir o calendário eleitoral, porque não existia um marco legal sobre o número de parlamentares que devem ser eleitos em cada região.

Diante da falta de acordo no Congresso, Rodríguez baixou o decreto e explicou os motivos de sua decisão.

O decreto cria três novas vagas para Santa Cruz e uma para Cochabamba. La Paz perde uma vaga e Potosí e Oruro ficam com um posto.

Antes do anúncio, os candidatos a presidente com maiores chances nas pesquisas – Jorge Quiroga, Evo Morales e Samuel Dora Medina – apoiaram a decisão de Rodríguez.