27 de outubro, 2005 - 07h07 GMT (04h07 Brasília)
Tauhidul Chaudhury naquela noite de outubro estava se sentindo rei do mundo.
O negócio dele era de importação e exportação de roupas, mas não explicou a ninguém de onde vinha a sensação de nobreza.
No Scores, um clube nova-iorquino caro de strip tease, ele gritava "sou rei do mundo", "quero mulheres" e "champagne".
Os desejos dele foram atendidos na suíte presidencial, onde ele escolheu dez mulheres de diferentes cores e medidas. Entre taças de champagne, elas faziam lap dances, a dança do colo, com ele e entre elas.
Cada vez que a conta chegava a US$ 5 mil, o gerente trazia a máquina de cartão de crédito.
O rei do mundo assinava sem reclamar. No fim da noite, deu US$ 5 mil de gorgeta para cada dançarina e quantias menores para outros empregados. Com o imposto da cidade, o total foi de US$ 129 mil.
Sete meses depois, o rei se arrependeu e processou o clube dizendo que tinha sido roubado. A noitada se tornou pública e foi manchete nos jornais de Nova York e de Bangladesh, país dele e da mulher, uma diplomata que imediatamente foi chamada de volta por ter humilhado a nação.
O rei perdeu a majestade, mas não está solitário. Robert McCormick, presidente da Savvy's, uma empresa americana de comunicação, entrou no clube Scores se sentindo nas nuvens.
A conta no cartão de crédito foi de US$ 241 mil, a maior parte por danças no colo e gorgetas. O gerente não só trazia a conta a cada US$ 10 mil, como telefonava para a empresa do cartão de crédito pedindo autorização.
Dias depois, McCormick caiu na real, se sentiu roubado, arrependido e não quer pagar a conta do American Express, que decidiu processá-lo.
Os dois têm companhia. O promotor público de Nova York está investigando várias queixas de fregueses do clube Scores, que à noite pagavam qualquer preço para ter mulher no colo, e de manhã não conseguiam se lembrar dos prazeres.
Dançaram.