25 de outubro, 2005 - 08h04 GMT (05h04 Brasília)
Os italianos e franceses mantêm os territórios conquistados. Os japoneses avançam pelos flancos. Este é um resumo da alta cozinha na Grande Maçã.
Na baixa cozinha, chineses, mexicanos e pizzarias avançam em todas as frentes.
Eles estão no guia Zagat de 2006 onde restaurante número um de Nova York, pela sexta vez nos últimos dez anos, é o francês Le Bernadin. Há outros quatro franceses entre os dez primeiros, mas Le Bernadin, especialista em peixes, é um fenômeno.
Franceses grã-finos costumam ser frágeis. Na década de 90, Lafayette, Le Cirque, La Caravelle, Lutece e The Quilted Girafe estavam entre os poucos restaurantes da cidade que recebiam quatros estrelas nos guias. Agora são cinco cruzes no imenso cemitério gastronômico nova-iorquino.
Apesar dos índices de mortalidade, surgiram 243 novos restaurantes nos últimos 12 meses e só 83 fecharam, o melhor ano desde os ataques as torres.
Nova York é uma cidade de gente que não sabe ou não gosta de comer em casa e disposta a pagar, em média, US$ 37 por um jantar.
Este preço não é da alta cozinha. Uma refeição nos primeiros vinte colocados do Zagat sai, em média, US$ 112, sem extravagâncias nos pratos nem nos vinhos.
São mais baratos do que os restaurantes de Londres e pechinchas comparados com os de Tóquio onde o mesmo prato, inclusive de comida japonesa, custa quase o dobro.
Há trinta anos, peixe cru em Nova York era um segredo de japonês para japonês e seus restaurantes não eram nem citados nos guias.
Agora há sete entre os 20 primeiros, e a maioria dos japoneses estão na cozinha.