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26 de outubro, 2005 - 11h11 GMT (08h11 Brasília)

Mostra em Londres revela lado 'obscuro' de Rubens

Uma exposição sobre o pintor barroco do século 17 Peter Paul Rubens, Rubens: A Master in the Making, está sendo aberta nesta quarta-feira na National Gallery de Londres.

A exposição se concentra nos primeiros trabalhos de Rubens e tentar revelar lados mais obscuros de sua obra.

São mais de cem peças expostas entre pinturas, desenhos e esculturas vindas de várias partes do mundo, como do Museu do Prado, em Madri, e da National Gallery de Ottawa, no Canadá.

Veja alguns quadros expostos

Entre as obras exibidas estará um grupo de retratos feitos em Gênova, na Itália, que demonstram a habilidade de Rubens e se diferenciam por serem obras exclusivamente executadas pelo pintor, sem nenhum tipo de assistência ou retoques, comuns numa época em que artistas trabalhavam em oficinas junto com seus mestres ou outros pintores.

O ponto alto da exposição, segundo a própria National Gallery, é um grupo de imagens heróicas que Rubens criou mesclando uma série de fontes diferentes. Entre estes quadros estão Sansão e Dalila e O Massacre dos Inocentes, trabalhos que só foram vistos juntos em um mesmo espaço ainda no estúdio de Rubens.

Diplomata e acadêmico

Peter Paul Rubens nasceu em 1577 na Alemanha de pais que eram da região de Flandres, na Bélgica.

Eles se mudaram para a Antuérpia (atualmente na Bélgica) em 1588, onde o pintor foi treinado pelo mestre Otto van Veen.

Rubens foi então à Itália em 1600, onde morou por oito anos e foi influenciado pelos mestres renascentistas como Michelangelo, Rafael e pelo estilo revolucionário de Caravaggio.

Rubens, em sua época, foi o grande mestre que produziu peças incomparáveis do estilo barroco, principalmente pinturas para altares, quadros históricos e paisagens.

Acadêmico, colecionador e diplomata, as obras de Rubens eram cobiçadas em várias cortes de sua época, e o pintor foi condecorado pelo rei Filipe 4º, da Espanha, e Charles 1º, da Inglaterra.

Depois do período na Itália, Rubens retornou para a Antuérpia, onde sua criatividade atingiu o ápice com a criação de obras-primas de temas históricos, mitológicos e religiosos.

Segundo a revista do jornal Sunday Times, Rubens pode ser considerado o Quentin Tarantino do século 17, devido a sua preferência por retratar sexo e violência, sem nunca deixar de lado seu estilo único, no que o jornal chamou de "balé da morte, coreografado com beleza".