13 de setembro, 2005 - 10h33 GMT (07h33 Brasília)
Pingüins tem pavor de calor, mas dominaram este verão americano.
March of the Penguins conquistou a critica e é a segunda maior bilheteria de documentários nos Estados Unidos. Só perde para o Fahrenheit do Michael Moore. Vai dar Oscar na cabeça.
Dirigido por Luc Jacquet, o documentário francês acompanha o ciclo de reprodução dos pinguins imperadores na Antártida. A versão americana, com uma trilha clássica e narrada por Morgan Freeman, é diferente da francesa, que tem música pop e diálogos imaginários entre pinguins.
Não sei porque estas aves que não parecem pássaros nem sabem voar despertam em nós este sentimento de proteção e ternura. Aparentemente frágeis, resistem a condições brutais.
Os pingüins, monógamos durante o namoro até pouco depois do nascimento do filhote são amantes delicados, superpais e mães infatigáveis.
Estes valores familiares dos pingüins seduziram, entre outros, a colunista Maggie Gallagher, uma das críticas mais ativas e agressivas do casamento entre gays.
Ela e outros lideres da direita crista citam os pinguins do documentário como modelos que deveriam ser imitados pelos humanos .
Não foi bom exemplo No zoológico do Central Park, há um famoso casal de pingüins gays, Roy e Silo, que se revelaram ótimos pais quando um recém-nascido ficou orfão.
Os gays, como a direita cristã, logo usaram Roy e Silo como um exemplo a ser imitado pelos homens. Não sei se é fato ou ficção , mas um professor mineiro me contou que quando há excesso de população, os pinguins ficam gays até restabelecer o equilíbrio.
Independentemente da sua preferência sexual, os imperadores derretem o mais frígido dos corações. São irresistíveis.