01 de setembro, 2005 - 09h18 GMT (06h18 Brasília)
O samba e a cachaça fizeram sua estréia em Xangai, na China, de acordo com o jornal China Daily.
O jornal relata os esforços de um empreendedor local, Winston Ling, que começou a importar cachaça e, para promover o produto, levou para a cidade também músicos e dançarinos que estão apresentando o samba para os chineses.
“O resultado é que está aumentando o interesse pelo samba” em Xangai, onde aulas semanais realizadas no domingo têm atraído “centenas de pessoas”, diz o jornal.
“Se as coisas saírem conforme o planejado, Ling quer levar as escolas de samba para outras cidades da China no ano que vem.”
Bush e o furacão
Os jornais americanos apresentam opiniões diferentes a respeito da resposta das autoridades à devastação causada pela passagem do furacão Katrina.
Para o Washington Times, “a maioria dos americanos e seus representantes eleitos estão respondendo à fúria do Katrina com a mesma compostura e poder de recuperação mostrados após os atentados de 11 de setembro”.
O jornal elogia a “sincera expressão de compromisso do governo federal” com a ajuda às vítimas expressa pelo presidente George W. Bush durante discurso na quarta-feira.
Mas o The New York Times considera o mesmo discurso “um dos piores da vida” de Bush.
“No que parece ser um ritual em seu governo, o presidente chegou um dia depois de quando precisavam dele”, diz o jornal em editorial.
Já o Washington Post diz que o Katrina colocou em dúvida a capacidade dos Estados Unidos de reagir a catástrofes.
“Se isso é o que acontece quando o país tem dois dias de aviso antecipado, imagine o que aconteceria depois de um ataque-surpresa com uma arma química, biológica ou nuclear.”
América Latina
O The New York Times também diz nesta quinta-feira que os governos da América Latina têm mostram um “vigor surpreendente nas tentativas de levar à Justiça violações dos direitos humanos ocorridas, em alguns casos, 30 anos atrás”.
A reportagem se refere a casos em que membros das forças de segurança estão sendo processados no Chile, Argentina, México, Peru e Uruguai.
E no Miami Herald, o colunista Andres Oppenheimer elogia a iniciativa de um grupo de países latino-americanos – incluindo o Brasil – de condenar a proposta do tele-evangelista americano Pat Robertson no sentido de eliminar o presidente da Venezuela, Hugo Chávez.
Mas ele diz que a iniciativa deve ser seguida pelas condenações de “comentários absurdos” feitos por autoridades de seus próprios países.
Fartura de mulheres
Na Argentina, o Clarín afirma que, para cada 100 mulheres que vivem em Buenos Aires, há apenas 83,6 homens – o que significa que existem 250 mil mulheres a mais do que homens na cidade.
A diferença é ainda mais acentuada nos bairros do norte da capital argentina, onde para cada 7 homens há 10 mulheres.
O jornal afirma que a discrepância segue uma “tendência mundial” e acontece, entre outros motivos, porque as pessoas estão vivendo cada vez mais em Buenos Aires, e as mulheres tendem a morrer mais tarde do que os homens.