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01 de setembro, 2005 - 09h40 GMT (06h40 Brasília)

Sarah Rainsford
de Beslan

Beslan lembra um ano de cerco à escola

A população da pequena cidade de Beslan, no sul da Rússia, dá início nesta quinta-feira a três dias de luto para marcar o primeiro aniversário do cerco a uma escola que acabou com 331 pessoas mortas – mais da metade delas crianças.

As cerimônias vão começar exatamente um ano depois do momento em que homens armados invadiram a escola exigindo o fim do conflito na Chechênia.

Familiares e amigos dos que morreram vão se juntar a sobreviventes da tragédia no que resta da Escola Número, local do massacre, hoje queimada e praticamente destruída.

Eles planejaram levar flores e velas para o ginásio de esportes onde mais de 1,3 mil pessoas foram mantidas reféns por três dias, de 1º a 3 de setembro do ano passado, e onde captores armados penduravam bombas em redes de basquete.

O cerco, que começou no primeiro dia da volta às aulas, terminou quando forças russas invadiram o prédio da escola, depois de terem ouvido explosões vindas de dentro da escola.

À procura de respostas

O ginásio está agora coberto de fotografias dos que morreram – crianças, professores, pais e soldados russos que tentaram salvá-los.

Muitas mães em Beslan ainda vestem luto, um ano depois da tragédia na região de Ossétia do Norte.

O sentimento de perda nesta cidade continua aguçado, mas há raiva também, dirigida às autoridades russas.

Os moradores de Beslan ainda estão à procura de respostas. Em primeiro lugar, eles querem saber como tantos homens armados conseguiram entram na escola e por que as autoridades se recusaram a negociar.

A maioria deles quer saber quem, exatamente, foi responsável pelo desfecho sangrento do cerco.