29 de agosto, 2005 - 17h52 GMT (14h52 Brasília)
A polícia e os serviços de resgate estão de prontidão para atender casos de emergência em Nova Orleans, onde o furacão Katrina se faz sentir com ventos de até 200 km/h nesta segunda-feira.
É a primeira vez em 40 anos que um furacão atinge a cidade.
"Vamos ver telhados voando, árvores caídas, pequenos telefones celulares destruídos, janelas arrebentadas. É um furacão perigoso", disse Jennifer Prago, do Centro Nacional de Furacões em Miami.
Jonathan Carol, da polícia de Nova Orleans, contou que, apesar da preocupação de todos com a destruição às propriedades, "agora, o pensamento está focado na sobrevivência".
Enquanto dava a entrevista à BBC, uma forte rajada de vento interrompeu o policial. Após uma breve pausa, ele exclamou: "Há muito vidro voando, é como gelo, há tanto vidro".
"Essa é a parte perigosa... o vento. São como projéteis. É assim que a maioria das pessoas perde suas vidas. É como se fosse uma bala, isso te atravessa."
Apagão
O repórter da BBC Alastair Leithead disse que o fornecimento de energia foi cortado no hotel em que se encontra em Nova Orleans.
"Na última vez que sai à rua, as palmeiras que acompanham a avenida estavam para cair a qualquer momento."
Segundo Leithead, pode-se escutar o barulho do vento cuja força foi aumentando nas últimas horas, acompanhado de ruídos provocados por cabos de energia cortados.
Protegidos dos fortes ventos e locais fechados, a população e os especialistas em furacão temem a possibilidade de enchentes.
"Nova Orleans fica numa área muito baixa e esta é uma tempestade muito forte", explicou Colin Macadie, do Centro Nacional de Furacões.
Em vista das previsões meteorológicas pessimistas, 80% da população deixou suas casas, indo para locais mais protegidos. E alguns ficaram onde estavam, onde podem ter de permanecer por bastante tempo, dependendo dos alagamentos.