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26 de agosto, 2005 - 10h53 GMT (07h53 Brasília)

Roland Pease

Gene aumenta tempo de vida em ratos, diz estudo

Cientistas nos Estados Unidos descobriram um gene que pode manter ratos vivos por um tempo cerca de 30% mais longo do que o normal.

A pesquisa, publicada na revista científica Science, foi realizada pelo Centro Médico da Universidade Southwerstern, no Texas.

Pesquisadores descobriram que, aumentando a atividade do gene, foi possível estender o tempo de vida de ratos entre dois e três anos. Mas o efeito não parece ser tão forte em ratos fêmeas.

Segundo os cientistas, o gene tem um papel importante em muitos dos processos relacionados ao envelhecimento.

Humanos apresentam um versão muito parecida desde gene e os cientistas esperam que a descoberta mostre um caminho para melhorar a saúde de humanos durante o envelhecimento.

Deusa grega

O gene estudado na nova pesquisa recebeu o nome de Klotho, o mesmo de uma deusa grega que atrasa o envelhecimento, algo que o gene descoberto parece fazer.

O gene Klotho parece retardar muitos dos efeitos do envelhecimento, como o enfraquecimento dos ossos, a obstrução de artérias e a diminuição da força muscular.

"Pode ser um dos passos mais significativos para o desenvolvimento de terapias contra o envelhecimento", disse Makoto Kuro-o, professor assisnte de patologia do Centro Médico da Universidade Southwestern do Texas.

Os efeitos do gene Klotho são importantes para os grupos pesquisando não apenas o prolongamento da vida, mas a manutenção da qualidade de vida durante a velhice.

Mas o aumento da atividade do gene Klotho pode ter efeitos colaterais. Os ratos que foram submetidos à experiência tendem a ser menos férteis, e o gene pode também levar à predisposição ao diabetes.

Os pesquisadores agora precisam encontrar uma forma de conseguir os efeitos positivos do Klotho sem gerar os efeitos colaterais.