28 de julho, 2005 - 09h23 GMT (06h23 Brasília)
Em sua manchete de quinta-feira, o diário britânico The Independent pergunta: "Quão grande era o complô terrorista?", referindo-se à revelação de que foram encontradas 16 bombas em um carro abandonado em Luton, ao norte de Londres, depois dos atentados de 7 de julho.
Segundo o jornal, "a célula terrorista que matou 52 pessoas em Londres pode ter planejado lançar bombas de pregos em uma boate ou estádio de futebol".
O Independent afirma que, com a descoberta, aumentam as possibilidades de que uma outra "unidade terrorista" ainda esteja solta.
Amplo apoio
A descoberta também está na primeira página do jornal britânico The Times, que afirma que as bombas mostram que os atentados de 7 e 21 de julho estão conectados.
Segundo o jornal, fontes da polícia mantidas sob anonimato disseram que as mesmas pessoas teriam construído as bombas usadas nas duas ocasiões.
"A natureza e o número de bombas apontam para a existência de vasta e bem equipada célula terrorista, com a intenção de uma campanha de atentados."
O The Times afirma que a quantidade de explosivos encontrada aumentou a preocupação da polícia de que há muito mais do que oito homens dispostos a morrer como "mártires" em atentados suicidas.
Injustiça contra muçulmanos
Ainda sobre a investigação, o britânico Daily Telegraph destaca a reação do mais alto clérigo muçulmano de Birmingham, após a prisão de um suspeito na cidade, na quarta-feira.
Segundo o jornal, o clérigo Mohammad Naseem disse que os muçulmanos estão sendo injustamente responsabilizados na guerra contra o terror, e que os oito suspeitos pelos atentados (em trens do metrô e ônibus de Londres), cujas fotos foram amplamente divulgadas, "podem ter sido passageiros comuns".
Naseem também chamou o primeiro-ministro britânico Tony Blair de mentiroso e afirmou que "muçulmanos em todo o mundo nunca ouviram falar da organização Al Qaeda".
Os comentários foram feitos durante uma entrevista coletiva, para o qual o clérigo foi convidado pela polícia para demonstrar união no combate ao extremismo.
"Os comentários chocaram os policiais", disse o Daily Telegraph.
Mensalão
Na Argentina, o mensalão voltou a ser destaque no Clarín, que nesta quinta-feira noticia o pedido de prisão do publicitário Marcos Valério.
"O empresário atuava no ramo de lavagem de dinheiro, usado por empresas de forma clandestina para 'alimentar' a voracidade do universo político brasileiro em tempos de campanha eleitoral. Isso é o que está demonstrando a investigação", disse o Clarín.
O jornal argentino classifica Marcos Valério como "um personagem chave na novela da máfia política que mantém o país em suspenso".
Vitória de Moreno
O jornal colombiano El Tiempo destaca a vitória de Luis Moreno – o candidato favorito dos EUA – para a presidência do Banco Interamericano de Desenvolvimento, o BID.
O jornal destaca que a vitória do colombiano sobre o brasileiro João Sayad foi mais fácil do que se esperava, e que "mesmo com a votação tendo sido realizada a portas fechadas, se sabe que a Venezuela, Peru, Brasil, Chile, Argentina, Haiti, Bolívia e Suriname foram os únicos países que se opuseram".
Segundo o El Tiempo, a chanceler colombiana nos Estados Unidos, Carolina Barco, disse que a vitória não foi apenas um triunfo do embaixador Moreno, mas de todo o país, e dá uma nova mostra do apoio internacional ao importante papel que a Colômbia desempenha na região.