28 de julho, 2005 - 09h44 GMT (06h44 Brasília)
Um importante instituto de pesquisas políticas dos Estados Unidos, o Conselho de Relações Exteriores, acusou o governo do país de ter contribuído para a insurgência no Iraque por causa da falta de planejamento pós-guerra.
O estudo afirma que a falta de preparo apropriado para o período pós-guerra "incentivou a insurgência logo cedo".
Segundo o estudo, a decisão de que não seriam necessárias mais tropas para reconstruir o Iraque do que para a invasão foi um erro de cálculo crítico.
O relatório afirma que o baixo número de soldados deixou o governo com poucos recursos para lidar com as necessidades de segurança, administração e econômicas do Iraque.
O Conselho de Relações Exteriores disse ainda que a reconstrução no pós-guerra tem que ser prioridade da segurança nacional como a guerra.
O relatório recomendou que seja estabelecido um fundo de US$ 1 bilhão para ajudar na reconstrução de Estados pós-conflito.
O estudo foi liderado por dois ex-assessores de segurança nacional – o democrata Sandy Berger e o republicano Brent Scowcroft, que eram críticos à invasão do Iraque.
"Consequências sérias"
O relatório também afirma que a responsabilidade do governo americano pela estabilização e reconstrução do Iraque é "difusa" e "incerta".
"Reconstrução não é apenas uma preocupação humanitária, mas uma prioridade crítica para a segurança nacional que deveria estar lado-a-lado com a guerra."
"O fracasso em levar esta fase do conflito tão a sério como as operações iniciais de combate teve séries conseqüências para os Estados Unidos, não apenas no Iraque, mas, mais amplamente, nos esforços internacionais para estabilizar e reconstruir nações depois de conflitos."
Os esforços de reconstrução do Iraque têm sido prejudicados diariamente por tiroteios e atentados, desde a invasão em 2003.
Nas últimas semanas, militantes vêm intensificando os ataques em uma tentativa de desestabilizar o novo governo iraquiano liderado pelos xiitas.