13 de julho, 2005 - 21h17 GMT (18h17 Brasília)
Daniela Fernandes
de Paris
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, diz acreditar que os indicadores econômicos permitem uma eventual queda dos juros já a partir do segundo semestre.
"Tudo indica que as medidas que foram tomadas surtiram efeito e que elas não serão mais necessárias no curto prazo", disse ele.
"Por isso imagino que o segundo semestre seja uma escada descendente dos juros".
Até porque, na avaliação do ministro, se a economia esfriar demasiadamente, o aquecimento não será instantâneo.
Desejo x Realidade
"Portanto precisamos ter engenho e arte para que a economia não esfrie exageradamente porque a retomada do crescimento depois não será rápida", disse ele.
Furlan está em Paris acompanhando o presidente Lula.
Ele já havia sinalizado em um encontro com empresários nesta tarde em Paris que os juros devem cair.
O ministro, entretanto, não deu uma data precisa de quando as taxas poderiam cair.
"Entre o desejo e a realidade existe sempre uma distância", disse ele.
"O nosso desejo é que a queda comece o mais rápido possível."
"Mas existe um órgão chamado Copom (Comitê de Política Monetária) que deve se reunir na próxima semana e cabe a ele decidir", afirmou.