07 de julho, 2005 - 10h58 GMT (07h58 Brasília)
Pelo menos duas pessoas morreram e centenas ficaram feridas em uma série de explosões que atingiu o metrô londrino e um ônibus, paralisando o sistema de transporte na cidade.
O chefe da polícia de Londres, Ian Blair, disse temer que este seja um ataque coordenado e fontes árabes que monitoram a rede Al Qaeda disseram que é quase certo tratar-se de obra do grupo.
Testemunhas disseram ter visto corpos na Estação de Edgware Road, uma das atingidas, e na explosão do ônibus.
Inicialmente, a polícia atribuiu os incidentes a uma sobrecarga de energia, mas depois o governo britânico emitiu um comunicado dizendo não saber se os incidentes foram causados por um atentado terrorista.
Pânico
Ian Blair, confirmou que houve cerca de seis explosões - uma no ônibus e as outras em estações de metrô - Aldgate, Edgware Road, King's Cross, Old Street e Russel Square.
Várias ambulâncias foram enviadas para as principais estações de metrô da cidade.
O ministro do Interior britânico, Charles Clarke, disse que as explosões causaram ferimentos terríveis.
O líder da câmara da Câmara dos Comuns, Geof Hoon, disse aos membros do Parlamento que o governo britânico precisa mostrar àqueles que estão tentando prejudicar a sociedade e democracia britâncias que não vai se deixar intimidar pelas ameaças.
Na Escócia, onde participa do encontro do G8 no Hotel Gleneagles, o primeiro-ministro Tony Blair está acompanhando a situação, segundo informaram seus assessores, mas ainda não anunciou planos de voltar a capital.
Testemunhas disseram que havia pessoas cobertas de sangue e poeira deixando as estações, e os passageiros que conseguiram escapar na estação de Edgware Road disseram que os trens ficaram na escuridão depois da explosão, e os vagões se encheram de fumaça.
Cerca de três milhões de pessoas usam o sistema de metrô londrino diariamente.