07 de julho, 2005 - 17h01 GMT (14h01 Brasília)
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse que os terroristas não vão conseguir destruir "nossos valores e nosso modo de viver", após uma série de explosões terem atingido estações de metrô e um ônibus no centro de Londres nesta quinta-feira.
Segundo o premiê, as explosões foram "um ataque não contra uma nação, mas contra todas as nações e as pessoas civilizadas".
Blair também disse que ficou claro que foram "atentados terroristas cometidos para interromper a reunião do G8", na Escócia.
O primeiro-ministro deixou a reunião do G8 e voltou à capital britânica, mas afirmou que o encontro vai seguir adiante e que ele deve retornar à Escócia ainda nesta quinta-feira.
"Aqueles engajados em terrorismo devem se dar conta de que nossa determinação em defender nossos valores e nosso modo de vida são maiores do que a determinação deles em matar inocentes em uma tentativa de impor sua visão ao mundo", disse Blair na Escócia.
"Não importa o que eles façam, é nossa determinação que eles nunca consigam destruir o que estimamos neste país e em nenhum lugar do mundo."
Blair disse que todos os outros líderes do G8 resolveram continuar com o encontro na Escócia. "Todos os países que estão na cúpula têm alguma experiência com os efeitos do terrorismo e todos os líderes concordam com a resolução de derrotar o terrorismo", disse o premiê.
"É terrível que isso tenha acontecido no dia em que pessoas estão reunidas para tentar ajudar problemas de pobreza na África e de mudanças climáticas."
Reações
Em Cingapura, o prefeito de Londres, Ken Livingstone, disse não ter dúvidas de que o que aconteceu na cidade foi um ataque terrorista.
Ele disse que não foi um ataque contra pessoas do poder, mas que teve como alvo trabalhadores de Londres: muçulmanos e cristãos, brancos e negros, jovens e idosos.
O prefeito de Londres estava em Cingapura para a reunião do Comitê Olímpico Internacional (COI), que deu a Londres o direito de abrigar as Olimpíadas de 2012.
A rainha Elizabeth pediu que a bandeira da Grã-Bretanha que fica em frente ao Palácio de Buckingham, sua residência oficial, fosse hasteada a meio pau em respeito às vítimas dos ataques.
O presidente dos Estados, George W. Bush, disse que os ataques mostraram que a "guerra contra o terror" devem continuar.
Falando na cúpula do G8, na Escócia, Bush disse que os terroristas têm uma ideologia do ódio, mas serão combatidos.
O chanceler alemão Gerhard Schröder, que também está na Escócia, chamou os ataques de "desleais".
O presidente da França, Jacques Chirac, expressou solidariedade aos britânicos, e o líder russo, Vladimir Putin, pediu que todos os países se unam para combater o terrorismo internacional.
O papa Bento 16 disse que as explosões foram atos bárbaros contra a humanidade.