06 de julho, 2005 - 03h43 GMT (00h43 Brasília)
Oliver Conway
de Washington
A metanfetamina substituiu a cocaína como a droga que mais preocupa as autoridades nos Estados Unidos, segundo um estudo oficial conduzido em 45 Estados e divulgado nesta segunda-feira.
De acordo com o levantamento, que envolveu 500 agências de fiscalização de crimes, as prisões relacionadas à droga sintética vêm aumentando nos últimos anos.
Mais da metade das agências consultadas disseram que a substância é o seu maior problema. Menos de 20% escolheram a cocaína e um número ainda menor apontou a maconha.
A metanfetamina é uma variante da anfetamina com efeitos químicos mais fortes. A droga – que é vendida em pó, tabletes ou cristais – pode causar grande dependência.
Prisões
O uso da droga é particularmente alto nas áreas rurais, onde é fácil produzir a droga a partir de substâncias químicas encontradas em fazendas. Além disso, os laboratórios rurais chamam menos atenção das autoridades.
Metade dos condados consultados disseram que 20% das pessoas que estavam presas sob sua custódia foram parar na prisão por causa de problemas relacionados à metanfentamina.
Em alguns casos, mais de 50% dos detidos foram presos por crimes ligados à metanfetamina.
Segundo os agentes de segurança, o número de roubos e incidentes de violência doméstica aumentou por causa do maior uso da droga.
A metanfetamina pode alterar a personalidade, aumentar a pressão sangüínea e provocar danos no cérebro.
Os filhos dos usuários também sofrem com o vício dos pais, seja por negligência ou abuso.
A metanfetamina começou a ser usada no oeste dos Estados Unidos, mas está se difundindo para o leste exercendo um impacto no país que a Associação dos Governos de Condados define como "devastador".