30 de junho, 2005 - 01h34 GMT (22h34 Brasília)
Claudia Silva Jacobs
enviada especial a Frankfurt
O técnico Carlos Alberto Parreira acha que o Brasil vai ter que aprender a conviver com a imagem de favorito ao título da Copa do Mundo de 2006.
“Precisamos trabalhar muito para que o favoritismo não nos afete. Precisamos ter o pé no chão”, disse o treinador após a conquista do título da Copa das Confederações.
Parreira acha que os jogadores brasileiros precisam pensar como equipe, jogando com “solidariedade”, como fizeram durante a competição.
“Fiquei feliz com a maneira solidária com que atuamos. Os jogadores atacavam, voltavam para marcar, uma equipe integrada em campo. É assim que precisa ser.”
Para o técnico brasileiro, esta vai ser a primeira vez que a Seleção chega à Copa como favorita.
“Nós nunca fomos os favoritos. Em 2002, só nos classificamos na última hora. Pela primeira vez vamos chegar à competição na condição de favoritos.”
Ataque
O treinador defendeu o estilo ofensivo com o quarteto Adriano, Robinho, Ronaldinho Gaúcho e Kaká no ataque. Parreira diz que este é o caminho, mas que ainda é precipitado dizer se este será o esquema que o Brasil vai usar durante a Copa de 2006.
“Ainda é cedo mas acho que o Brasil está no caminho, a passos largos. Mostrando isso aqui na Copa das Confederações.”
Parreira fez questão de elogiar os jogadores e o esforço que fizeram ao abrir mão de boa parte de suas férias, principalmente os que atuam no futebol europeu, para disputar a Copa das Confederações.
“Eles merecem boas férias. Estamos reunidos desde o dia 30 de maio sem um período de descanso.”
Com várias passagens pela Seleção, Parreira assume que este plantel é o mais habilidoso com que já teve chance de trabalhar.
“Agora temos jogadores de grandes qualidades e podemos implementar esquemas diferentes.”
Para o treinador, não é problema ter que optar entre Ronaldo e Adriano.