29 de junho, 2005 - 17h09 GMT (14h09 Brasília)
Guilherme Aquino
De Salsomaggiore Terme
O “amor à camisa” pode fazer a diferença em favor da Argentina na final contra o Brasil da Copa das Confederações, nesta quarta-feira, em Salsomaggiore Terme.
“Nós temos um amor à camisa muito grande e jogamos pensando que a nossa seleção representa tudo para nós, diferentemente do Brasil que tem um grande time. Por isso acho que podemos vencer”, disse o craque à BBC Brasil, horas antes do começo da partida.
O craque argentino acha que a seleção de Carlos Alberto Parreira tem grandes méritos, mas se diz incapaz de apontar as deficiências.
“O Brasil tem um grande time profissional, que continua a chegar nas finais dos campeonatos, no juvenil também. Acho que a seleção brasileira está fazendo um belo trabalho”, comentou ele, referindo-se à semifinal do Mundial Sub-20 na Holanda, na terça-feira, quando a Argentina eliminou o Brasil por 2 a 1.
O melhor?
Indagado sobre quem seria melhor, se ele ou Ronaldo Fenômeno, Maradona se fez de desentendido, obrigando o repórter repetir a pergunta três vezes.
Quando finalmente respondeu, brincou:
“A minha mãe acha que eu sou melhor. Conheci o Ronaldo pouco tempo atrás, e ele me parece ser uma ótima pessoa, além de ser um grande jogador”, disse o craque.
Mas é o outro Ronaldo, o Gaúcho, quem enche os olhos de Diego Maradona e a quem ele teceu rasgados elogios.
“Creio que o momento hoje seja de Ronaldinho Gaúcho, é ele quem mais diverte o público, a torcida”, comentou o eterno “Pibe de Oro”, ou menino de ouro, em espanhol.
Messi
Maradona também destaca um jovem talento em terras argentinas: “Fiquem de olho em Leo (Lionel) Messi, que tem apenas 18 anos e joga no Barcelona”.
Messi joga ainda na seleção sub-20 e foi ele o autor de um dos dois gols que eliminaram o Brasil do Mundial na Holanda na noite de terça-feira.
Maradona foi à cidade de Salsomaggiore Terme para presidir o júri do concurso Miss Itália no Mundo, mas promete dividir a atenção dele entre as candidatas de 40 países e o superclássico na final da Copa das Confederações.
Maradona deve voltar a Itália em outubro, desta vez para voltar a jogar com a camisa do Napoli, numa partida de despedida de Ciro Ferrara, com quem jogou na equipe que também contava com o brasileiro Careca.