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27 de junho, 2005 - 22h17 GMT (19h17 Brasília)

Claudia Silva Jacobs
enviada especial a Frankfurt

Lei de impedimento divide Parreira e Beckenbauer

Parreira acha confuso, Beckenbauer aprova. A nova regra de impedimento que foi posta em prática pela primeira vez durante a Copa das Confederações ainda causa muita discussão.

Para o presidente de honra do Comitê Organizador da Copa do Mundo, Franz Beckenbauer, a nova lei – que só considera impedimento quando o jogador toca na bola – permite aos times atuarem mais ofensivamente.

“Eu concordo. Acho que esta lei faz com que a partida seja mais direta”, disse o ex-jogador nesta segunda-feira.

Mas Parreira critica a nova norma que foi aprovada pela Fifa no início do ano e deve ser estendida a outras competições a partir do dia 1º de julho.

“Eu tenho conversado com muitas pessoas ligadas a seleções ou mesmo da Fifa e todo mundo acha muito confuso. Os juízes ainda não entendem. Eu acho confuso”, disse.

Atualmente o impedimento se caracteriza quando, no momento em que a bola é lançada, não existem pelo menos dois jogadores do time que está defendendo entre a linha de fundo e o último jogador da equipe está atacando.

Melhora?

Para o treinador, a mudança da lei de impedimento não vai mudar o futebol para melhor.

A nova lei tem sido interpretada de diferentes formas, o que vem causando polêmica.

Ninguém sabia nem ao certo se todos os juízes iriam colocar a lei em prática durante a competição.

Muitos jogadores ainda demonstram dúvida em saber se uma jogada poderia ser válida ou não. Os juízes também estão sendo acusados de demorarem demais para marcarem os impedimentos.

O pacote de mudanças também incluiu a flexibilidade de substituições em partidas amistosas. Nas partidas oficiais, continua valendo o máximo de três substituições.

Em relação aos amistosos, as equipes podem chegar a um acordo antes da partida, decidindo quantas substituições vão poder fazer.