24 de junho, 2005 - 00h42 GMT (21h42 Brasília)
Steven Eke
A população da Rússia está diminuindo num ritmo cada vez mais rápido, de acordo com a agência de estatísticas oficial do país. Segundo os cálculos, o declínio equivale à morte de cem pessoas a cada hora.
O tema recebeu atenção internacional, com um alerta da Organização das Nações Unidas (ONU) de que a população russa pode diminuir em um terço até a metade do século.
Especialistas sugerem que o crescimento econômico e melhores padrões de vida poderiam reverter o quadro.
Mas a agência de estatísticas diz que a melhora na economia não está tendo impacto na histórica baixa taxa de natalidade do país e na diminuição da população.
Expectativa
O número de russos que vivem na miséria caiu pela metade nos últimos anos, mas muitas regiões do país ainda registram muito mais mortes do que nascimentos.
Estatisticamente, um menino recém-nascido na Rússia não deve chegar ao seu 16º aniversário. A principal causa de sua morte normalmente é uma doença relacionada ao estilo de vida e que poderia ser prevenida, como é feito em países ocidentais.
Muitos políticos russos colocam a culpa em reviravoltas políticas e sociais do país. É verdade que milhares de russos passaram a viver na pobreza após o colapso da União Soviética.
Mas muitos demógrafos ocidentais dizem que esse não é um fenômeno especificamente russo, é somente uma continuação de tendências que já haviam começado na Rússia na década de 60.
Uma distância crescente entre as expectativas de vida no Ocidente e na então União Soviética foi notada há 40 anos.
Soluções
Muitas soluções já foram propostas para o problema, desde a retirada de alguns impostos até a legalização da poligamia.
Instituições como a Organização Mundial de Saúde e a ONU pediram que o governo russo leve o assunto mais a sério.
Eles acreditam que medidas mais simples, como o aumento do preço de bebidas alcoólicas e a obrigação do uso de cinto de segurança, podem fazer uma grande diferença.