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23 de junho, 2005 - 18h54 GMT (15h54 Brasília)

Anelise Infante
de Madri

Mais da metade dos CDs vendidos no Brasil são piratas

Em 2004, 52% dos CDs vendidos no Brasil eram cópias piratas, segundo um relatório da Federação Internacional de Produtos Discográficos (FIPD) apresentado nesta quinta-feira em Madri.

O número deixa o país na sétima posição do ranking mundial da pirataria de CDs.
O informe, no entanto, faz um elogio ao governo brasileiro.

Na lista dos 10 países com maior índice de ilegalidade estão: China (85% das vendas são piratas), Indonésia (80%), Ucrânia (68%), Rússia (66%), México (60%) Paquistão (59%), Índia (56%), Brasil (52%), Paraguai (51%) e Espanha (24%).

Só em 2004, a indústria de cópias ilegais lucrou US$ 4,6 bilhões (cerca de R$ 12 bilhões) em todo o mundo com 1,2 bilhões de discos vendidos, cem milhões a mais do que no ano anterior.

Isso significa que, de cada três CDs vendidos, um é pirata.

China

Nos últimos cinco anos, o mercado internacional perdeu 40% das vendas por culpa das falsificações, segundo a federação.

Só na China, maior mercado ilegal do mundo em pirataria, as vendas alcançaram os US$ 411 milhões, aproximadamente R$ 1 bilhão. E no ano passado, 31 países tiveram mais vendas piratas do que legais.

"Nos próximos anos os governos e a sociedade terão de levar mais a sério o problema da pirataria, não só de música, mas em outras áreas."

“O mercado ilegal está destruindo a criatividade e a inovação, tirando empregos e financiando o crime organizado", disse John Kennedy, presidente executivo da FIPD.

O informe destaca também o crescimento da pirataria através da internet que será a prioridade da indústria nos próximos anos.

O informe foi apresentado em Madri porque a Espanha é o país europeu onde a situação da pirataria é mais grave.