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21 de junho, 2005 - 15h46 GMT (12h46 Brasília)

Claudia Silva Jacobs
enviada especial a Colônia, Alemanha

Parreira faz mistério sobre escalação

O técnico da Seleção Brasileira, Carlos Alberto Parreira, resolveu fazer mistério em relação à equipe que vai entrar em campo na quarta-feira na partida decisiva contra o Japão na Copa das Confederações.

O treinador afirmou que só vai anunciar a escalação pouco antes da partida, que vale a classificação para as semifinais do torneio.

A única confirmação feita por Parreira é a substituição do lateral-esquerdo Gilberto por Léo.

Nesta terça-feira, Parreira comandou um treino de reconhecimento de gramado no estádio de Colônia, local do confronto de quarta-feira.

Assim como o Brasil, o Japão, comandado por Zico, tem três pontos e disputa a vaga na semifinal.

Parreira deixou Adriano e Robinho fora do treino, dificultando antecipar qual será a formação do ataque da Seleção.

O técnico treinou principalmente a defesa e o meio-de-campo no coletivo.

Preparação

Os jogadores devem saber na noite desta terça-feira quem vai estar na equipe titular, durante preleção do treinador. O técnico vai apresentar um vídeo com compactos de partidas do Japão.

Sobre a oportunidade de enfrentar Zico, Parreira disse que a amizade vai ficar fora de campo. O treinador conhece o técnico do Japão desde 1971, quando treinou Zico na seleção pré-olímpica do Brasil.

"Se o Zico entrasse em campo, estaria mais temeroso. Nenhum dos jogadores vai cobrar uma falta ou fazer um gol de placa como ele fazia", disse Parreira sobre a expectativa de enfrentar o Japão.

Parreira mostrou irritação quando perguntado se não temia ser demitido - como aconteceu com o técnico Leão em 2001 - se o Brasil for eliminado da Copa das Confederações.

"Não estamos preocupados com a opinião pública. A Copa das Confederações não é a Copa do Mundo. Não estamos preocupados com isso."

O treinador elogiou a organização do evento, qualificando de "quase perfeita".

Parreira disse que notou apenas problemas que podem ser facilmente resolvidos até a Copa de 2006, como a dificuldade de circulação de pessoas entre o campo e a área de imprensa de alguns estádios.