18 de junho, 2005 - 20h13 GMT (17h13 Brasília)
Cláudia Silva Jacobs
enviada especial à Hannover, Alemanha
O zagueiro Roque Júnior assumiu o bracelete de capitão da Seleção Brasileira com a ausência de Cafú e sua atuação como líder agradou ao técnico Carlos Alberto Parreira.
Mas o treinador fez apenas uma ressalva, em tom de brincadeira: “Pedi a ele que cortasse o cabelo porque está horroroso”.
O apelo foi em vão. O zagueiro disse que não vai acatar o pedido do técnico, sem qualquer chance de reconsiderar sua posição.
“Eu respondi para ele (Parreira) que sou casado, minha mulher e minha mãe gostam e que vão ter que me aceitar desse jeito”, respondeu Roque, também em tom de brincadeira.
Roque contou que a escolha do penteado não foi exigância da esposa, mas sim, uma opção.
“Estou deixando o cabelo crescer há uns trâs anos, por vontade própria, e me sinto bem assim. Vou manter”.
Porta-voz
Deixando de lado as discussões em torno de seu cabelo, assunto preferido das dezenas de jornalistas que entrevistaram o jogador, Roque se diz tranquilo em relação à função de capitão, uma espécie de porta-voz da equipe dentro e fora de campo.
O zagueiro, por exemplo, esteve nos quartos de todos os jogadores levantando quantos convites cada um quer para a partida contra o México. O maior número de pedidos foi do meio-campo Zé Roberto, do Bayern de Munique.
“O Cafu também faz a mesma coisa. É normal um capitão cuidar disso”, comentou Roque Júnior, que não quis convites para convidados, apesar de morar em Colônia, já que sua família está de férias no Brasil.
Para o zagueiro, o jogo contra o México vai ter caracterésticas diferentes da partida contra a Gréecia.
“O México se movimenta mais, toca mais a bola, mas não vejo problemas em garantir a marcação”, finalizou.