14 de junho, 2005 - 14h31 GMT (11h31 Brasília)
Claudia Silva Jacobs
enviada especial a Colônia, Alemanha
O técnico Carlos Alberto Parreira acha que a Seleção Brasileira precisa voltar à Alemanha para a Copa do Mundo assumindo a posição de favorita, deixando de lado velhos tabus que associam a vitória brasileira à uma descrença prévia.
"O importante é que o Brasil assuma a posição de favorito. Acontece que, em 70 e em 2002, o time venceu, após chegar à competição sem estar entre os favoritos ao título", disse Parreira na tarde desta quarta-feira, durante coletiva à imprensa brasileira na concentração da seleção.
"Esta é a primeira vez que enfrentamos situação inversa. Precisamos quebrar o tabu e assumir que somos os melhores e fazermos jus à posição", explicou.
Para garantir esta posição de favoritismo, Parreira diz que o time precisa começar tendo uma boa atuação na Copa das Confederações. Para o treinador, esta Copa tem um fator diferente das anteriores.
"Precisamos trabalhar bem nessa competição. É uma Copa diferente, com equipes de ponta e favoritas para a Copa do Mundo como a Argentina e a Alemanha."
Parreira ainda ressaltou que a motivação é fundamental para que o time tenha um bom desempenho.
O treinador lembrou que os jogadores estão vindo de competições, a maioria deles de campeonatos europeus e da Liga dos Campeões, e que agora a motivação vai contar mais do que a parte física em si.
Zaga
Sobre a equipe que vai começar o jogo desta quinta-feira contra a Grécia, o técnico já declarou que o lateral Gilberto, do Herta Berlim, será o titular.
O treinador diz que não quer criar um clima ruim na zaga brasileira e nem quer que os jogadores se sintam pressionados por causa da atuação da equipe durante a partida contra a Argentina, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, em que o Brasil perdeu por 3 a 1 em Buenos Aires, na semana passada.
"Não estou preocupado em definir os zagueiros que vão para a Copa. Tenho quatro e posso escolher."
Parreira não quer culpar a defesa pela má atuação durante a partida contra a Argentina, dizendo que todo o time precisa voltar para marcar com maior rapidez, levando ainda em consideração que os times europeus são mais rápidos.
"Temos que fazer uns reajustes, garantir que a volta da equipe seja mais rápida".
Para garantir que a retaguarda não fique vulnerável durante contra-ataques adversários, Parreira vai pedir aos dois laterais que fiquem mais atrás dando apoio aos zagueiros. A mensagem já foi repassada aos laterais.
"O Gilberto atua como ala, mas já conversamos e pedi a ele para atuar como lateral, mas sem perder as características de jogador que vai a frente."
O técnico acredita que o tempo de treinamento mais extenso durante a Copa das Confederações vai ser crucial para realizar os ajustes e as escolhas necessárias para a Copa do Mundo.
"Sempre falta seqüência no nosso trabalho. O tempo é curto para realizar os ajustes necessários. Mas dessa vez é diferente. Acho que vamos conseguir superar as dificuldades", concluiu o treinador.