01 de junho, 2005 - 20h02 GMT (17h02 Brasília)
Nick Hawton
de Sarajevo
Tropas da Bósnia-Herzegovina estão a caminho do Iraque para dar apoio às forças da coalizão lideradas pelos Estados Unidos.
Uma unidade militar bósnia deve ser enviada para a cidade de Falluja.
Cerca de 36 soldados formam a primeira unidade de militares bósnios, que tem representantes dos três principais grupos étnicos: muçulmanos, sérvios e croatas.
Reformas militares recentes na Bósnia se concentraram em reconciliação.
O Acordo de paz de Dayton, que acabou com a guerra da Bósnia em 1995, deixou o país dividido em duas entidades. Uma controlada pelos sérvios bósnios e outra, por uma federação croata-muçulmana.
Cada entidade tem seu próprio Exército, sistema tributário e força policial.
Problemas
Nos últimos anos, a comunidade internacional vem persuadindo, seduzindo e forçando os vários lados a apoiarem as reformas que reforçariam o Estado central, com o objetivo de melhorar a economia e tornar possível que o país entre para organizações internacionais, como a União Européia.
A maioria das reformas foi aprovada. Agora existe um sistema judiciário estatal, um serviço alfandegário único, um serviço único de inteligência e uma estrutura única de defesa com um ministro da Defesa – acontecimentos significativos que uniram o país e o povo.
Mas muito ainda precisa ser feito. Ninguém acredita que a reconciliação nacional foi alcançada.
Ainda existem grandes problemas, como a reforma da polícia em que os sérvios bósnios, em particular, se recusam a aceitar uma estrutura nacional única.
A unidade militar que segue para o Iraque é um símbolo importante de que as coisas começam a mudar, mas o processo ainda é vagaroso e doloroso para muitos.