29 de maio, 2005 - 09h02 GMT (06h02 Brasília)
Guila Flint
de Jerusalém
O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, visitou neste domingo o Museu do Holocausto em Jerusalém e colocou uma coroa de flores, em nome do Brasil, em memória dos 6 milhões de judeus assassinados pelos nazistas durante a Segunda Guerra Mundial.
Durante a cerimônia, perto da chama eterna, em um recinto onde estão escritos os nomes dos campos de concentração, o rabino Henry Sobel, de São Paulo, fez a oração judaica do kadish em homenagem aos mortos.
"Quando rezei o kadish segurei a mão do ministro e senti uma emoção forte por parte dele", disse Sobel à BBC Brasil.
Ao sair do museu, a caminho de seu segundo compromisso em Israel, uma reunião com presidente Moshe Katsav, Celso Amorim afirmou: "Esta foi uma visita muito emocionante, pois nos mostra a que ponto pode chegar a loucura humana. E tudo isso aconteceu num tempo não muito distante".
"Este museu deve ser visitado por todos, para que a memória se mantenha viva e coisas como essas jamais se repitam", acrescentou o ministro.
Diálogo
Amorim iniciou no sábado uma visita de três dias a Israel. Ele afirma que pretende reforçar o diálogo entre o Brasil e o país.
O ministro também deve se encontrar neste domingo com o chanceler israelense, Silvan Shalom, e com o vice-primeiro-ministro, Ehud Olmert. Na segunda-feira, será a vez de conversar com o premiê Ariel Sharon.
"É tão importante o chanceler do Brasil poder entender ainda mais a dimensão da tragédia", explicou Sobel.
Segundo o rabino da Congregação Israelita Paulista (CIP), que integra a comitiva oficial de Amorim, "o Brasil que estava tão longe do palco das atrocidades cometidas durante o Holocausto está se conscientizando cada vez mais do pecado da omissão das nações durante esta tragédia"