29 de maio, 2005 - 10h23 GMT (07h23 Brasília)
Charles Havilland
A prova talvez não seja tão dura quanto chegar ao topo do monte Everest, mas os 42 km da maratona ao lado do "topo do mundo" é talvez o maior desafio para um atleta.
A prova começa a uma altitude de quase 5.500 metros, num acampamento na base do Everest.
O ar naquela região é duas vezes mais rarefeito que ao nível do mar. Há neve e gelo em toda parte.
Os participantes vão trilhar um caminho que é quase todo montanha abaixo – há, porém, alguns trechos difíceis de subida.
Eles vão passar por enormes rochedos e glaciares, monastérios budistas isolados, pontes precárias e florestas.
A linha de chegada estará a cerca de 2 mil metros abaixo do ponto de largada, num vilarejo movimentado chamado Namche Bazaar.
Entre as dezenas de participantes estão por volta de 30 estrangeiros.
O organizador da prova, Bikrum Pandey, afirma que os moradores locais, mais acostumados à vida na altitude, devem chegar na frente.
Helicóptero
A maratona, que acontece pelo terceiro ano, ocorre num momento em que outra notícia interessante circula na região: na semana passada, a empresa fabricante de helicópteros Eurocopter anunciou que uma de suas aeronaves pousou no topo do Everest em meados de maio.
Na verdade, na versão da companhia européia, foram dois pousos – numa das vezes, o helicóptero permaneceu estacionado por dois minutos.
Caso isso seja mesmo verdade, esta seria a primeira vez que um helicóptero pousa no pico mais alto do planeta.