24 de maio, 2005 - 14h53 GMT (11h53 Brasília)
Adriana Stock
Enviada especial a Seul
A Coréia do Norte já está procurando local para abrir a sua embaixada no
Brasil, informou o embaixador do Brasil na Coréia do Sul, Pedro Paulo
Assumpção.
Mas o diplomata disse que o Brasil não cogita por enquanto o estabelecimento de uma representação diplomática em território norte-coreano.
Em 2001, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso esteve na fronteira entre as Coréias.
Na ocasião, ele anunciou o início das conversações para o estabelecimento de relações diplomáticas entre o Brasil e a Coréia do Norte. No ano seguinte, foi assinado o ato internacional que estabelecia as relações diplomáticas entre os dois países.
“Hoje o Brasil tem relações diplomáticas normais com a Coréia do Norte”, disse Assumpção.
Diferentemente de Fernando Henrique Cardoso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, atualmente em visita de Estado à Coréia do Sul, não incluiu em sua agenda uma ida até Panmunjon na fronteira com o país vizinho, a cerca de 40km de Seul.
Diálogo
Lula tem mais um dia de compromissos em Seul na quarta-feira.
A agenda começa com um café da manhã com empresários sul-coreanos.
Também na quarta-feira será realizada a cerimônia oficial de chegada do presidente brasileiro (embora ele tenha aterrissado em solo sul-coreano na noite de segunda-feira).
Para a tarde está prevista uma reunião de trabalho com o presidente da Coréia do Sul, Roh Moo-hyun.
Segundo o Itamaraty, eles darão prosseguimento às conversações iniciadas na visita do presidente sul-coreano ao Brasil.
Na época, os dois abordaram a questão nuclear com a Coréia do Norte. No início de maio, o governo norte-coreano anunciou ter tomado medidas no sentido de “aumentar o seu arsenal nuclear”.
Fotos: Ricardo Stuckert/PR