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23 de maio, 2005 - 15h56 GMT (12h56 Brasília)

Quem ama os franceses?

“O francês sabe escolher, por isso ele não quer qualquer mulher…”

Era o que dizia a marchinha “Balzaqueana”, do Nássara, em parceria com o Wilson Batista.

Essa a fama do francês, que também, segundo outras marchas, sambas, frevos e fox-trotes, também sabe comer e viver bem, para não falar naquilo que a humanidade berra nos salões, com ou sem carnaval: o francês e a francesa são danados de bons nas estrepolias de Cupido.

Sem falar de nota 10 em pelo menos 6 das 7 artes.

Um probleminha aí: e os países vizinhos? O que eles acham desse show de bola gálico?

A resposta é: não acham grande coisa, não senhor.

Na verdade, acham os franceses uns… uns…

Bom, o melhor é ir enumerando as conclusões a que chegaram dois acadêmicos franceses de credenciais, conforme dizem, impecáveis.

São eles: Olivier Clodong, professor de comunicação política e social da Escola Superior de Comércio de Paris, e José-Manuel Lamarque, especialista em questões européias da Rádio France e que, para reforçar ainda mais suas credenciais, fala fluentemente nove línguas, inclusive o português.

Os dois passaram um bom tempo, com uma razoável equipe, pesquisando a opinião de outros europeus a respeito dos franceses, redigiram o resultado, publicaram e divulgaram, a ele dando o instigante título de Porque os Franceses São a Pior Companhia Possível Neste Planeta.

A um determinado número de pessoas de um determinado número de países foram pedidos cinco adjetivos que melhor definissem os franceses.

Essa a metodologia adotada.

Para os britânicos, os franceses são chauvinistas, teimosos, mimados e destituídos de senso de humor.

Os suecos, conhecidos por sua tolerância, acham que os franceses são desobedientes, imorais, desorganizados, neocolonialistas e sujos.

Para os alemães, são pretensiosos, arrogantes e frívolos.

Para os espanhóis, frios, distantes e mal-educados.

Agitados, falastrões e superficiais para os holandeses.

Esnobes, arrogantes, carnais e egocêntricos, para os italianos.

Nossos queridos portugueses não se perderam em adjetivos: os franceses deitam muita regra demais.

Ponto. E, finalmente, os gregos, que meio tolamente escolheram uma expressão francesa para defini-los: uns bons vivants totalmente por fora.

Eu continuo com o Nássara e o Wilson Batista: francês sabe escolher.

Principalmente, seus próprios acadêmicos.